O Brasil enfrenta um desafio em relação à segurança viária, com um crescente aumento do número de mortes nos últimos anos. Segundo dados da Polícia Rodoviária Federal, 4.127 pessoas perderam a vida em 49.734 acidentes registrados de janeiro e setembro de 2023.
A campanha de abril da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) destaca a paz no trânsito, ressaltando a importância das chamadas “áreas calmas” – utilizadas em algumas capitais brasileiras, como São Paulo e Curitiba – para garantir maior segurança de todos.
As “áreas calmas” são adotadas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo e autoridades de outras cidades para melhorar a convivência no trânsito, com o estímulo ao compartilhamento do espaço e à redução do número de acidentes e mortes.
Essas áreas são projetadas para desencorajar altas velocidades. Segundo a Zapay – fintech especializada em facilitar a vida dos proprietários de veículos –, entre os principais fatores que caracterizam as “áreas calmas”, destacam-se:
- Limites de velocidade reduzidos – Quanto maior a velocidade de um veículo, menor é o tempo para o motorista reagir a uma situação de emergência e tomar medidas para evitar um acidente. Por esse motivo, as “áreas calmas” estabelecem limites de velocidade mais baixos, que variam de 20 a 30 km/h.
- Design de ruas – Em geral, as “áreas calmas” têm em seu entorno grande volume de comércio e circulação de pedestres e ciclistas. Para evitar que motoristas circulem em alta velocidade, algumas estratégias são adotadas, como a redução do número de faixas de tráfego, inclusão de curvas e lombadas.
- Prioridade para pedestres – De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), os pedestres têm prioridade sobre os veículos por serem os mais vulneráveis. O artigo 70 estabelece que se o pedestre estiver atravessando a via sobre as faixas delimitadas para essa finalidade, terá prioridade de passagem. Nas “áreas calmas”, as faixas de pedestres são mais elevadas, para garantir mais proteção.
