O resgate do nome “Hornet” foi muito festejado. Motociclistas veteranos e até mesmo os mais jovens – para os quais, o modelo era apenas uma referência de esportividade do passado –, alimentavam grande expectativa sobre a nova moto com o lendário nome.
A surpresa foi saber que, na verdade, a nova Hornet não seria apenas uma motocicleta, mas um trio. A família composta por CB500, CB750 e, agora, a CB1000, se destaca pela agressividade estética e pelo comportamento dinâmico elevado que se unem à tecnologia mais atual da Honda.
As novas CB1000 Hornet estarão disponíveis na rede de concessionária a partir deste mês, com a CB1000 Hornet nas opções de cores branco perolizado e vermelho a R$ 68.800 e a CB1000 Hornet SP (em preto fosco) a R$ 76.750. Os preços têm base a cidade de São Paulo, não incluindo frete e seguro.
A garantia é de três anos, sem limite de quilometragem, mais o Honda Assistance, serviço gratuito por todo o período de garantia. A cobertura abrange Brasil, Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia. O intervalo de manutenção é de 6 mil quilômetros ou seis meses após a primeira revisão, que deve ocorrer com mil quilômetros ou seis meses.
Características da CB1000
Produzida no Polo Industrial de Manaus (PIM), a CB1000 Hornet 2027 é dotada de um motor derivado da CBR1000RR Fireblade, com 147,4 cavalos de potência a 11 mil rpm e 10,3 kgfm de torque 9 mil rpm, concebido para oferecer uma combinação explosiva, aliando o desempenho do motor de quatro cilindros em linha a uma pilotagem precisa oferecida pela avançada ciclística.
O câmbio é manual com 6 marchas, com a topo de linha acrescentando o “quickshifter”. A CB1000 Hornet SP, a “top” da família, incorpora componentes como suspensões Öhlins e freios Brembo, se diferenciando da opção standard pelos elementos cromáticos.
O estilo minimalista da CB1000 Hornet exala agressividade, destacada pelo conjunto óptico dianteiro em LED e o novo quadro tipo Diamond de dupla trave de aço, que também integram o design da moto.
As duas variantes da CB100 Hornet dispõem do sistema de acelerador eletrônico TBW com três modos de pilotagem padrão (Riding Modes), com combinações pré-definidas de potência, do freio-motor e do HSTC (Honda Selectable Torque Control), além de dois modos “User” (personalizáveis), permitindo que o piloto escolha suas configurações preferidas.
As duas versões contam com painel de TFT de 5 polegadas e conectividade com smartphones, tudo controlado por comando no punho esquerdo.
O inédito quadro (chassi) tipo Diamond foi projetado para complementar o motor, se caracterizando pela reduzida largura na área central. Em comparação ao chassi da CB1000R, a nova estrutura da CB1000 Hornet oferece um aumento de 70% na rigidez torcional, resultando em maior agilidade nas mudanças de direção.
O suporte traseiro do motor com coxim de borracha, combinado a placas de fixação dianteiras cuidadosamente moldadas, reduzem as vibrações e melhoram a sensibilidade na pilotagem.
O ângulo de cáster é de 25 graus, enquanto e o trail tem 98 milímetros, com distância de entre-eixos de 1,45 metro. Para proporcionar uma pilotagem ágil, o centro de gravidade da moto foi deslocado para a frente, graças ao posicionamento mais avançado do motor. O amortecedor traseiro e a bateria também foram avançados para favorecer a agilidade.
A distribuição de peso é concentrada na dianteira, com proporção de 50,9% / 49,1% O peso da motocicleta é de 197 quilos. A posição de pilotagem é tipicamente de Streetfighter, com altura do assento de 80,9 centímetros.
A posição do guidão mais elevada e recuada, combinada com uma disposição esportiva das pedaleiras, resulta em uma posição de pilotagem mais ereta.
A suspensão dianteira Showa SFF-BP de 41 milímetros é ajustável na pré-carga da mola e amortecimento de retorno/compressão. Na CB1000 Hornet standart, o amortecedor traseiro Showa tem pressurização separada e atua por meio do sistema Pro-Link.
O ajuste da pré-carga se dá por meio de um pomo, com possibilidade de ajuste do amortecimento do retorno. Na CB1000 Hornet SP, o amortecedor traseiro é um Öhlins TTX36, cujo ajuste da pré-carga se dá por meio de um sistema hidráulico, com possibilidade de regulagem na compressão e no retorno.
A balança de suspensão é de alumínio fundido e proporciona um melhor equilíbrio, colaborando com a aderência e a sensibilidade do piloto.




