Frio pode fazer seu carro gastar mais combustível sem você perceber; entenda o papel dos pneus

Queda de 10 °C pode reduzir a pressão dos pneus em até 2 PSI, segundo a Continental; calibragem incorreta afeta consumo e segurança

Faça a calibragem da forma correta

A queda de temperatura pode reduzir a pressão dos pneus e aumentar o consumo de combustível caso a calibragem fique abaixo do recomendado - Divulgação/Freepik

A queda de temperatura pode reduzir a pressão dos pneus dos carros e aumentar o consumo de combustível. Em dias frios, motoristas precisam ficar atentos à calibragem para evitar gastos adicionais e problemas de segurança durante os deslocamentos.

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Segundo a fabricante Continental, uma redução de 10 °C na temperatura pode provocar uma queda de aproximadamente 1 a 2 libras por polegada quadrada (PSI) na pressão dos pneus. A variação ocorre mesmo quando não há furos ou vazamentos.

Além de aumentar a resistência ao rolamento, a pressão abaixo da recomendada pode provocar desgaste irregular e prejudicar o comportamento do veículo, especialmente em frenagens e curvas.

Por que a pressão dos pneus diminui no frio?

A mudança está relacionada ao comportamento do ar dentro dos pneus. Quando a temperatura diminui, a pressão do gás também cai, desde que o volume permaneça aproximadamente constante.

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Isso explica por que um carro que passou a noite estacionado em um ambiente frio pode apresentar uma pressão menor pela manhã, mesmo sem ter perdido ar por algum defeito.

Ainda segundo a Continental, a redução pode chegar a 2 PSI para cada queda de 10 °C. O efeito varia conforme as condições de temperatura e a pressão inicial dos pneus.

Por isso, a recomendação é verificar a pressão regularmente, principalmente após mudanças acentuadas de temperatura.

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O que significa PSI na calibragem dos pneus?

PSI é a sigla em inglês para pounds per square inch, que significa libras por polegada quadrada. A unidade é utilizada para medir a pressão do ar dentro dos pneus.

Na prática, é o número que aparece nos calibradores dos postos de combustível. Quando a montadora recomenda 32 PSI, por exemplo, significa que o pneu deve ser calibrado com 32 libras por polegada quadrada.

A pressão ideal varia conforme o modelo do veículo e a carga transportada. Por isso, o motorista deve consultar os valores indicados pela fabricante do carro, em vez de utilizar uma medida única para todos os veículos.

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Pneus com pressão baixa podem aumentar o consumo

Rodar com os pneus abaixo da pressão indicada pela montadora também pode pesar no orçamento do motorista.

Isso acontece porque a calibragem insuficiente aumenta a resistência ao rolamento, exigindo mais energia para movimentar o veículo.

Segundo a Continental, pneus com pressão 3 PSI abaixo da recomendação do fabricante podem elevar o consumo de combustível em aproximadamente 2%.

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O impacto depende de fatores como veículo, velocidade, condições da estrada e intensidade da perda de pressão.

A calibragem incorreta também pode reduzir a vida útil dos pneus, antecipando a necessidade de substituição.

Segurança e frenagem também são afetadas

A pressão inadequada altera a distribuição do peso sobre os pneus e pode comprometer a estabilidade do veículo.

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Segundo a Michelin, pneus com pressão insuficiente apresentam maior desgaste nas regiões laterais da banda de rodagem, conhecidas como ombros. Além disso, a calibragem incorreta pode reduzir a aderência e aumentar as distâncias de frenagem.

Em pistas molhadas, a condição dos pneus exige atenção especial. A profundidade dos sulcos, a pressão, a velocidade e a quantidade de água sobre o asfalto influenciam o risco de aquaplanagem.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) alerta que pneus excessivamente desgastados apresentam maior probabilidade de aquaplanar, pois os sulcos deixam de escoar a água adequadamente.

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Pneu careca pode gerar multa de R$ 195,23

Além dos riscos à segurança, circular com pneus em más condições de conservação pode resultar em multa.

Segundo a Resolução nº 913/2022 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), é proibida a circulação de veículos com pneus cuja profundidade dos sulcos seja inferior a 1,6 milímetro ou cujo desgaste tenha atingido os indicadores previstos na norma.

O artigo 230, inciso XVIII, do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê infração grave para veículos em mau estado de conservação que comprometa a segurança.

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Nesses casos, a multa é de R$ 195,23, com cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e possibilidade de retenção do veículo para regularização.

A pressão abaixo da recomendada, por si só, não significa que o motorista receberá essa penalidade. A autuação está relacionada às condições de conservação e segurança do veículo.

Como calibrar os pneus corretamente

A principal orientação é seguir a pressão recomendada pelo fabricante do veículo. A informação pode ser encontrada no manual do proprietário, em uma etiqueta na porta do motorista ou na parte interna da tampa do tanque de combustível.

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O valor também pode variar de acordo com a quantidade de passageiros e a carga transportada.

A pressão deve ser medida preferencialmente com os pneus frios, porque o aquecimento provocado pela circulação altera o resultado apresentado pelo calibrador.

A Continental recomenda verificar a calibragem a cada duas a quatro semanas. Em períodos de frio, a fabricante orienta que a conferência seja feita a cada duas semanas.

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Dúvidas frequentes sobre a calibragem

É melhor calibrar os pneus frios ou quentes?

A medição deve ser feita preferencialmente com os pneus frios. Segundo a Michelin, isso significa que o veículo não deve ter circulado nas últimas duas horas ou deve ter percorrido menos de três quilômetros em baixa velocidade.

Depois de trajetos mais longos, o aquecimento pode elevar temporariamente a pressão e alterar a leitura.

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É necessário colocar mais libras nos dias frios?

Não é recomendado adicionar pressão acima da especificação apenas porque a temperatura caiu. O motorista deve seguir os valores indicados pela montadora para as condições de uso do veículo.

Se a pressão medida com os pneus frios estiver abaixo da recomendação, ela deve ser corrigida.

De quanto em quanto tempo os pneus devem ser calibrados?

A Continental recomenda a verificação a cada duas a quatro semanas e antes de viagens longas. Em dias frios, o intervalo de duas semanas ajuda a identificar alterações na pressão.

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Carros com sensores de pressão também precisam de calibragem?

Sim. Veículos equipados com sistema de monitoramento da pressão dos pneus (TPMS) também precisam de verificações periódicas.

Os sensores ajudam a identificar alterações, mas não substituem a conferência da pressão recomendada pelo fabricante.

A inspeção também deve incluir o estado de conservação dos pneus e, quando houver, do estepe.