Embora Minas Gerais seja conhecida pela extração de pedras preciosas, o Rio Grande do Sul também abriga um importante polo de ametistas.
É em Ametista do Sul, pequena cidade a cerca de 437 km de Porto Alegre, que a mineração das pedras faz parte da cultura e influencia quase todas as atrações turísticas da cidade.
A seguir, conheça os principais passeios e algumas curiosidades sobre o destino.
Principais passeios na cidade
Um dos lugares mais famosos de Ametista do Sul é a Igreja Matriz São Gabriel Arcanjo. O interior do templo é revestido com mais de 40 toneladas de ametistas brutas, presentes também em partes da decoração, como o altar e a pia batismal.
Outra parada é o Ametista Parque Museu, que reúne mais de 2 mil exemplares de minerais do Brasil e de outros países. Entre as peças estão um meteorito de aproximadamente 140 kg e uma ametista de 2,5 toneladas.
Para conhecer o trabalho dos garimpeiros, o Belvedere Mina oferece visitas a galerias subterrâneas. Além disso, o complexo tem uma piscina aquecida instalada no interior de uma mina, com água mantida a cerca de 30 °C.
Em Ametista do Sul, ainda há uma pirâmide de vidro com cristais de ametista na região central, que pode ser visitada.
História da mineração na cidade

A mineração em Ametista do Sul começou na década de 1930, quando agricultores encontraram pedras roxas em riachos e áreas de cultivo. As descobertas despertaram o interesse pela extração e atraíram os primeiros garimpeiros.
No início, o trabalho era feito manualmente, com ferramentas simples. Ao longo das décadas, a atividade passou a utilizar galerias subterrâneas e equipamentos de mineração, tornando-se uma das principais bases da economia da cidade.
Atualmente, as ametistas também movimentam o turismo. Além de visitar minas e conhecer coleções de minerais, os viajantes encontram a pedra nas ruas, nos hotéis, nos restaurantes e até nas feirinhas artesanais.
Como chegar em Ametista do Sul
De carro, o trajeto de Porto Alegre até Ametista do Sul leva cerca de seis horas e meia, dependendo do trânsito. Uma das rotas possíveis passa pela BR-386 e segue por estradas estaduais em direção ao norte gaúcho.
Para quem prefere viajar de ônibus, o deslocamento exige conexão em cidades da região, como Frederico Westphalen, pois não há linhas diretas.
Como parte das atrações fica no subsolo, os passeios pelas minas não dependem tanto das condições climáticas e podem ser visitados o ano inteiro.








