Alckmin critica militares e defende comandante do Exército

Sobre o clima tenso entre o governo e as Forças Armadas, Alckmin criticou os militares ao afirmar que não pode dentro do Exército "gente pregando golpe"

Geraldo Alckmin saiu em defesa do general Tomás Paiva, comandante do Exército, que em áudio vazado diz que Lula foi indesejado

Geraldo Alckmin saiu em defesa do general Tomás Paiva, comandante do Exército, que em áudio vazado diz que Lula foi indesejado | Marcelo Chello/CJPress/Folhapress

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin saiu em defesa do general Tomás Paiva, comandante do Exército, que em áudio vazado diz que Lula foi indesejado. O posicionamento de Alckmin foi dado em entrevista na madrugada desta quarta-feira (8) no programa Conversa com Bial da TV Globo.

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Segundo o ex-tucano, “o general foi escolhido por Lula”, por ser “um dos mais preparados” para o cargo. Ainda enfatizou que “as pessoas podem gostar de um, gostar mais de outro e que ninguém tem unanimidade”.

Sobre o clima tenso entre o governo e as Forças Armadas, Alckmin criticou os militares ao afirmar que não pode dentro do Exército “gente pregando golpe”, e continuou: “Pregar golpe é crime, se você não acredita na democracia, não dispute eleição! Quem não quiser perder eleição, não dispute, e quem perde que trate de fiscalizar e fiscalize bem”.

Geraldo Alckmin, que ocupa o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, disse que a reforma tributária está “madura”. Para ele, Fernando Haddad, ministro da Fazenda, está “convicto de que é necessário, a oposição, que poderia dificultar, é mais liberal e vai ajudar” a aprová-la.

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Alckmin também destacou que o presidente da Câmara, Arthur Lira e do Senado, Rodrigo Pacheco, declararam que vão se empenhar para a reforma tributária sair do papel, mas que o governo não pode perder o primeiro ano, e revelou seu desejo de que se possível votar, em primeiro turno, ainda no primeiro semestre.