Governador Tarcísio de Freitas volta a demitir policial militar acusado de matar o lutador de jiu-jitsu Leandro Lo

Governo de São Paulo publica novo decreto de desligamento do tenente Henrique Otávio Oliveira Velozo, cumprindo determinação e movimentando os desdobramentos administrativos do caso

PM Henrique Velozo é acusado de ter atirado na cabeça de Leandro Lo durante confusão em show / Reprodução

PM Henrique Velozo é acusado de ter atirado na cabeça de Leandro Lo durante confusão em show / Reprodução

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), determinou a demissão pela segunda vez do tenente da Polícia Militar Henrique Otávio Oliveira Velozo, acusado de matar o campeão mundial de jiu-jitsu Leandro Lo em agosto de 2022. O novo decreto foi publicado no Diário Oficial e reverte os efeitos de uma medida anterior que havia suspendido temporariamente o desligamento do policial da corporação.

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A decisão administrativa atual reacende os debates em torno do caso de grande repercussão nacional, que envolve tanto esferas do tribunal militar e administrativo quanto o andamento judicial do processo criminal.

Entenda o motivo da nova decisão administrativa

A primeira demissão de Velozo havia ocorrido em setembro de 2025. No entanto, após movimentações jurídicas de sua defesa, os efeitos da penalidade foram temporariamente derrubados no mês seguinte, o que permitiu a suspensão do ato administrativo e o retorno formal do policial aos quadros, gerando direito à retomada do salário de cerca de R$ 14,6 mil.

Com o novo decreto publicado, o governo estadual torna sem efeito a suspensão anterior, formalizando novamente o desligamento do tenente da PM. A defesa do policial informou que irá recorrer da nova determinação administrativa.

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A morte de Leandro Lo

Um dos principais do jiu-jitsu, Leandro Lo tinha 33 anos quando foi baleado na cabeça durante uma confusão em um show realizado no Clube Sírio, na zona sul de São Paulo, em agosto de 2022.

Segundo os relatos de testemunhas e as investigações da Polícia Civil, o caso ocorreu da seguinte forma:

  • O desentendimento começou após uma provocação na mesa onde o atleta estava;
  • Velozo pegou uma garrafa e acabou sendo imobilizado por Leandro Lo para conter a situação;
  • Após ser solto pelo lutador, o policial militar sacou uma arma e disparou contra a cabeça do atleta.

O caso seguiu por duas frentes: a judicial, em que Velozo foi a júri popular em novembro de 2025 e acabou absolvido por quatro votos a três, após os jurados aceitarem a tese de legítima defesa apresentada pela defesa, e a administrativa, focada na permanência ou expulsão do militar dos quadros da corporação estadual.

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O Ministério Público e os advogados da família de Leandro Lo continuam contestando os desdobramentos judiciais e buscam a responsabilização integral do ex-policial pelo homicídio do campeão mundial.