O Sindicato dos Metroviários de São Paulo cancelou a greve planejada para esta quarta-feira (13/5) após aceitar a proposta feita pela direção do Metrô, por meio do Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A decisão ocorreu durante assembleia da categoria realizada no dia anterior.
Após contrato da Gazeta, o Metrô informou que a proposta apresentada aos sindicalistas foi a seguinte:
– Cumprimento do Acordo Coletivo de Trabalho, com reajuste salarial de 4,47% (3,47% do índice IPC-Fipe mais 1% conforme acordo firmado em 2025) incidindo sobre os demais benefícios econômicos;
– Manutenção do aporte extraordinário de R$ 6 milhões ao Plano de Saúde Metrus – MSI;
– Retirada da proposta de desconto de 1% de contribuição mensal do empregado ao Plano de Saúde Metrus – MSI;
– Distribuição do próximo PPR nos mesmos moldes do PPR 2025;
– Reabertura da adesão ao novo Plano de Carreira;
– Avanço nas tratativas sobre a utilização do Bilhete Único de Serviço nas operadoras concedidas;
– Plano de trabalho com a CPTM para a colaboração de cerca de 400 empregados.
Greve do Metrô: próximos passos do movimento
A reportagem também procurou a diretoria de comunicação do Sindicato dos Mettroviários, mas não obteve qualquer resposta.
Está marcado para esta quarta-feira (13/5) uma reunião entre as partes no TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região) para retomar as discussões.
A greve incluiria as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 15-Prata e 17-Ouro do Metrô.
Os trabalhadores da linhas 4-Amarela e 5-Lilás, operadas pela concessionária Motiva, também ameaçam iniciar uma greve, mas, de forma inicial, a negociação é feita de forma separada dos trabalhadores ligados diretamente ao Metrô.
