A realização do Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1 movimenta muito mais do que o Autódromo de Interlagos. Durante o fim de semana da competição, hotéis, restaurantes, bares, transportes e estabelecimentos comerciais recebem visitantes de diferentes regiões do Brasil e do exterior.
O impacto financeiro ajuda a dimensionar a importância da corrida para a economia paulistana. Em 2025, o evento movimentou R$ 2,3 bilhões, segundo levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado pela Prefeitura de São Paulo. O contrato foi renovado para até 2035.
O estudo também registrou 303.627 espectadores e 23,7 mil postos de trabalho relacionados à realização do Grande Prêmio. Os números mostram como uma competição de três dias consegue movimentar diferentes setores da cidade.
A edição de 2026 acontece entre sexta-feira (6/11) e domingo (8/11), novamente em Interlagos, e mantém a expectativa de atrair milhares de visitantes à capital paulista.
Hotéis e restaurantes recebem visitantes de todo o País
Uma parcela expressiva do público que acompanha a Fórmula 1 vem de fora da Capital. Em 2025, aproximadamente 75% dos espectadores não moravam na cidade de São Paulo.
Desse total, 40% vieram de outros estados, 17% do exterior e 18% do interior paulista e da Região Metropolitana. Apenas 25% dos visitantes eram moradores da capital.
A chegada desse público movimenta diretamente a rede hoteleira e os estabelecimentos de alimentação. Muitos turistas aproveitam a viagem para conhecer restaurantes, frequentar bares, visitar pontos turísticos e fazer compras.
A procura por hospedagem também cresce durante o período da competição. Com visitantes concentrados em diferentes regiões da cidade, hotéis e outros meios de acomodação recebem uma demanda adicional, especialmente nas áreas com acesso facilitado ao autódromo.
Corrida movimenta transporte e comércio
O deslocamento dos espectadores representa outra frente importante de movimentação econômica. Táxis, aplicativos de transporte e serviços de transfer atendem ao público que precisa chegar a Interlagos e circular pela cidade.
O transporte sobre trilhos também ganha importância durante o evento. A Linha 9-Esmeralda, que atende a região do autódromo, é uma das principais alternativas para quem pretende acompanhar a corrida sem depender do trânsito.
O comércio também sente os efeitos da chegada dos visitantes. Bares, restaurantes, lojas e estabelecimentos próximos às áreas de circulação podem registrar aumento na procura por produtos e serviços.
A movimentação não se restringe aos dias de treinos e corrida. A preparação da estrutura, a montagem de arquibancadas e os serviços de atendimento envolvem profissionais de diferentes áreas, ampliando os efeitos econômicos do evento.
Grande Prêmio gerou 23,7 mil postos de trabalho
Além de movimentar empresas e atrair turistas, a Fórmula 1 representa uma oportunidade de trabalho para milhares de profissionais.
Segundo o levantamento da FGV referente a 2025, a realização do Grande Prêmio envolveu 23,7 mil postos de trabalho, um crescimento de 17,3% em relação à edição anterior.
A operação reúne profissionais de segurança, limpeza, alimentação, atendimento, montagem de estruturas, transporte e hotelaria, entre outras atividades.
Parte dessas oportunidades está ligada à contratação de trabalhadores temporários para atender ao aumento da demanda durante a competição.
Impacto econômico chegou a R$ 2,3 bilhões
O levantamento da FGV também detalhou a composição da movimentação financeira do Grande Prêmio de 2025.
Do total de R$ 2,3 bilhões, R$ 1,4 bilhão correspondeu ao impacto econômico direto, enquanto R$ 894,2 milhões vieram dos efeitos indiretos na cadeia produtiva.
O evento também gerou R$ 324,4 milhões em tributos federais, estaduais e municipais. Outro indicador do estudo apontou que cada R$ 1 investido na realização do GP retornou R$ 7,14 à economia local.
Os resultados ajudam a explicar por que a Fórmula 1 permanece entre os principais eventos do calendário paulistano. Além da competição esportiva, a corrida atrai visitantes, movimenta empresas, gera oportunidades de trabalho e amplia a exposição internacional da cidade.
