Dólar cai novamente e vai abaixo de R$ 4,90

Engatando seu sexto dia seguido de desvalorização, às 9h08 (de Brasília), o dólar à vista recuava 0,33%, e custava R$ 4,8990 na venda

Em termos reais, a moeda americana ainda está longe de sua máxima de 2002

Em termos reais, a moeda americana ainda está longe de sua máxima de 2002 | Mackenzie Marco/Unsplash

Engatando seu sexto dia seguido de desvalorização, às 9h08 (de Brasília), o dólar à vista recuava 0,33%, e custava R$ 4,8990 na venda.

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Ações excessivamente desvalorizadas na Bolsa, a possibilidade de ganhos no setor de commodities devido a ameaças de escassez do petróleo provocadas pela guerra na Ucrânia, além de juros domésticos altos, criam uma combinação que favorece a entrada de dólares no país. O resultado é a queda da taxa de câmbio.

Neste ano, o real apresenta a maior valorização frente à divisa americana, quando comparado a outras moedas de países emergentes. O retorno à vista da moeda brasileira está em quase 13% no acumulado de 2022, segundo dados compilados pela Bloomberg.

Marco Caruso, economista-chefe do Banco Original, reforça que o gatilho para a recente queda do dólar foi o novo choque de preços das commodities devido à invasão da Ucrânia pela Rússia. Ele destaca, porém, que esse “movimento foi exacerbado pela decisão do Banco Central de vincular a alta dos juros à elevação da cotação do petróleo”, afirmou.

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A valorização de commodities produzidas no Brasil já é um fator importante para a queda do dólar, pois essas mercadorias são negociadas pela moeda, e, naturalmente, representam uma porta de entrada para outras moedas estrangeiras.

“E se você ainda tem o Copom [Comitê de Política Monetária do Banco Central] dizendo que vai aumentar os juros se o petróleo subir, isso é uma força a mais [para a queda do dólar], já que os juros mais altos tendem a atrair mais capital estrangeiro para a nossa renda fixa”, comentou Caruso.