Empresa diz que seguiu legislação no ano-novo

Prefeitura alega que empresa responsável por fogos na avenida Paulista descumpriu lei municipal sobre festa com barulho.

Sócio diz que a empresa usou a mesma tecnologia empregada na festa do ano passado na Capital

Sócio diz que a empresa usou a mesma tecnologia empregada na festa do ano passado na Capital | /REPRODUÇÃO/TV GLOBO

A empresa responsável pela realização da queima de fogos na festa de ano-novo na avenida Paulista informou nesta quinta-feira (2) que seguiu todas as normas de segurança necessária e que não descumpriu a legislação municipal que proíbe fogos de artifícios barulhentos na Capital.

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Em entrevista ao SP1, da “TV Globo”, um dos sócios da Flames Comércio Pirotécnicos e Eventos, Leonardo Gatti, disse que utilizou no show a mesma tecnologia empregada na festa de ano-novo da Paulista de 2018 para 2019, para reduzir o som. Segundo ele, naquela ocasião foi feito um teste que foi aprovado pela prefeitura.

“Este ano foi peculiar porque não conseguimos a tempo a licença para colocar os fogos no alto dos prédios e colocamos só atrás do palco, o calibre diminuiu muito. Usamos bombas de efeitos coloridos, mas com limite de 3 polegadas de calibre, que é o permitido em ambiente urbano”, disse Gatti.

Depois de informar na quarta-feira (1º) que iria multar a empresa responsável pela queima de fogos, a Prefeitura de São Paulo divulgou na quinta que vai apenas notificar a empresa. E diz que vai determinar que a SPTuris, empresa municipal que realizou o evento, verifique se houve quebra contratual em relação ao show pirotécnico e descumprimento da lei. Mais cedo, a gestão Bruno Covas (PSDB) havia informado que os estampidos dos fogos “foram maiores do que o acordado” e que a empresa seria multada.

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Questionada mais cedo pelo “Estado” sobre a multa, a prefeitura não havia informado qual seria o valor da autuação, qual seria o volume de ruído que os fogos poderiam emitir e qual foi o barulho que eles de fato emitiram durante a festa. A gestão Covas também não deu detalhes sobre como os técnicos da prefeitura aferiram que o volume dos fogos foi maior do que o permitido.

O “Estado” questionou a gestão Covas pela falta de todas essas informações, mas não teve resposta.

*Com informações do Estadão Conteúdo