A Festa do Imigrante chega à sua 30ª edição no próximo sábado (14/11) e domingo (15/11), no Museu da Imigração, no Brás, em São Paulo. Com entrada gratuita mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível, exceto sal, o evento reunirá representantes de mais de 50 países e regiões em uma programação com música, dança, gastronomia, artesanato, oficinas e atividades culturais.
Ao todo, serão mais de 100 atrações durante os dois dias. A programação inclui 32 apresentações de música e dança, 58 expositores de gastronomia e artesanato e 20 oficinas e vivências.
Realizada pelo Museu da Imigração, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústrias Criativas do Estado de São Paulo, a festa ocupa o complexo da antiga Hospedaria dos Imigrantes do Brás e celebra as diferentes culturas que fazem parte da história de São Paulo.
Festa terá música, dança, gastronomia e artesanato
O palco instalado no jardim do Museu da Imigração receberá apresentações inspiradas em diferentes regiões do mundo. Estão previstas atrações de locais como Cabo Verde, Ilha da Madeira, Bolívia, Letônia, Índia, Grécia, República Tcheca, Hungria, Peru e Polinésia.
Entre os destaques estão o cubano René Castillo Ferrer, que estreia no evento com uma apresentação baseada em referências afro-cubanas, caribenhas e latino-americanas, e o grupo Mukyou Daiko, que levará ao público a tradicional percussão japonesa de tambores Taiko.
A gastronomia também será um dos principais atrativos. Serão mais de 40 expositores com pratos típicos de países como Itália, Venezuela, Afeganistão, Espanha, Líbano, Bulgária, Camarões, Portugal, México, Índia, Iraque e Jamaica.
Quem quiser levar lembranças das comunidades participantes poderá conferir ainda o espaço de artesanato, que terá 18 expositores com produtos relacionados às tradições de países como Egito, Palestina, Síria, Ucrânia, Japão, Rússia e Costa do Marfim.
A programação inclui ainda oficinas de gastronomia, artesanato, dança e movimento. Entre as atividades estão aulas de culinária italiana com as Mamas de San Gennaro, técnicas de artesanato e pratos do Afeganistão, pintura de ovos decorativos da Lituânia, caligrafia e pintura armênia em cerâmica e workshops de danças tradicionais.
Museu terá visitas e atrações especiais
Durante a Festa do Imigrante, o público também poderá participar de uma visita guiada pelo Centro de Preservação, Pesquisa e Referência (CPPR) do Museu da Imigração. O percurso passará por áreas da antiga Hospedaria dos Imigrantes do Brás, que normalmente não estão abertas à visitação.
A atividade inclui espaços ocupados pelo Arsenal da Esperança, instituição que divide o complexo histórico com o Museu da Imigração e que receberá os alimentos arrecadados por meio do ingresso solidário.
Os visitantes também poderão conhecer as exposições em cartaz, como Migrar – histórias compartilhadas sobre nós e Reatar, além da Vitrine do Acervo, que terá a Festa do Imigrante como tema.
Outras atrações do Museu, como o passeio de maria-fumaça, o Retratos de Época e a cafeteria, também estarão funcionando durante o evento.
A programação contará com recursos de acessibilidade, incluindo tradução em Libras em apresentações e parte das oficinas. Pessoas cegas ou com baixa visão também poderão contar com acompanhamento especializado durante as visitas guiadas.
Festa do Imigrante reúne milhares de pessoas
Considerada uma das principais celebrações culturais de São Paulo, a Festa do Imigrante reúne comunidades migrantes, refugiadas e descendentes de diferentes nacionalidades.
Somente nas últimas dez edições, o evento recebeu aproximadamente 176 mil visitantes, além de reunir 422 apresentações artísticas e mais de 631 expositores de gastronomia e artesanato.
A edição de 2020, realizada de forma virtual durante a pandemia, contou com 17 transmissões ao vivo e alcançou cerca de 17 mil visualizações.
