Pai se vinga de namorado da filha por acreditar que ele a vendeu a traficantes sexuais, mas caso tem reviravolta e termina em 25 anos de prisão 

Crime cometido em 2020 ganhou repercussão mundial após versão apresentada pelo pai; investigações revelaram que jovem de 19 anos havia sido acusado sem evidências

John Eisenman foi condenado a 25 anos de prisão pelo assassinato de Andrew Sorensen (Foto: Reprodução / Facebook / John Eisenman)

John Eisenman foi condenado a 25 anos de prisão pelo assassinato de Andrew Sorensen (Foto: Reprodução / Facebook / John Eisenman)

Um homem que ganhou repercussão internacional após matar o namorado da filha, supostamente para vingá-la de uma quadrilha de tráfico sexual, acabou condenado a 25 anos de prisão. 

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A investigação tomou um rumo diferente quando a polícia não encontrou provas que sustentassem a acusação contra o jovem. O crime aconteceu em Spokane, no estado americano de Washington, e envolveu a disputa mortal entre um sogro e seu genro.

Versão do pai

Segundo o relato apresentado por Eisenman às autoridades, sua filha teria sido levada para Seattle, onde acabou nas mãos de criminosos envolvidos com prostituição forçada. Ele afirmou que o próprio namorado havia negociado a entrega da adolescente.

O homem contou que viajou com sua companheira, Brenda Kross, para buscar a filha em outubro de 2020. Depois de levá-la de volta para casa, descobriu onde Sorensen estaria e decidiu confrontá-lo.

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Eisenman amarrou as mãos e os pés do rapaz, amordaçou-o e o colocou no porta-malas de um automóvel. Depois de ter sua vítima imobilizada, Eisenman atingiu a cabeça de Sorensen com um bloco de concreto e desferiu vários golpes de faca. 

O jovem faleceu dentro do porta-malas do carro e seu corpo permaneceu escondido dentro do veículo por quase um ano.

Descoberta do assassinato

Em 22 de outubro de 2021, moradores de Spokane encontraram o carro abandonado nas proximidades do Rochester Heights Park. O veículo chamava atenção pelo estado de conservação e pelo forte odor que saía de seu interior.

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Ao examinarem o porta-malas, descobriram o corpo de Sorensen. A identificação levou os policiais até Eisenman, que acabou preso uma semana depois e confessou o assassinato.

Inicialmente, a história do pai, que teria matado o homem responsável pela exploração sexual da própria filha, ganhou repercussão internacional. Eisenman chegou a receber doações de pessoas que acreditavam na versão apresentada por ele.

Entretanto, os investigadores começaram a questionar a narrativa. Documentos policiais mostraram que não existiam evidências independentes e verificáveis de que Sorensen tivesse vendido a namorada para uma quadrilha de tráfico sexual.

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Contradições na história

As autoridades reconstruíram a viagem realizada pela adolescente em outubro de 2020 e identificaram inconsistências na acusação. Registros indicaram que Sorensen havia deixado a namorada e outras duas pessoas em uma mercearia, sem retornar para buscá-las.

A jovem relatou posteriormente ter sofrido violência sexual durante o período em que esteve longe de casa. Entretanto, a investigação não encontrou elementos que demonstrassem a participação de Sorensen nos ataques ou em uma suposta rede de exploração.

Um agravante acabou pesando contra o homem durante a investigação. Eisenman declarou que provavelmente estava sob efeito de metanfetamina quando matou o namorado da filha e que consumia a droga frequentemente naquela época.

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A situação também se agravou para Brenda Kross. Presa em setembro de 2022, ela passou a responder pelo envolvimento no assassinato. Documentos judiciais apontaram que a mulher teria zombado dos pedidos de socorro da vítima durante o crime.

Casal foi condenado

Em 14 de novembro de 2024, Eisenman e Kross se declararam culpados pela morte de Sorensen. O homem admitiu homicídio em primeiro grau, enquanto a companheira reconheceu responsabilidade por homicídio culposo na classificação de manslaughter.

Em janeiro de 2025, Brenda recebeu uma condenação de oito anos e meio de prisão. Dois meses depois, em 14 de março, a juíza Annette Plese determinou que Eisenman cumprisse 25 anos de prisão, pena superior aos 22 anos sugeridos no acordo inicial.

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Durante o julgamento, familiares lembraram que Andrew tinha paralisia cerebral e autismo. Seus pais adotivos contaram que o jovem enfrentou dificuldades ao longo da infância, mas era conhecido pela generosidade e pelo cuidado com outras pessoas.

A mãe, Theresa Sorensen, relembrou os esforços necessários para criar o filho e lamentou os planos que a família não poderiam mais se realizar. O pai, Randy Sorensen, afirmou que qualquer conflito envolvendo os jovens poderia ter sido resolvido por meio de uma conversa.