A greve dos professores e servidores da rede municipal de ensino de São Paulo continua sem acordo e deve seguir nos próximos dias.
Em assembleia realizada pela categoria do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem), os educadores decidiram manter a paralisação e convocaram uma nova manifestação para a próxima quarta-feira (21/5), às 14h, em frente à Prefeitura de São Paulo.
A paralisação dos professores da rede municipal de São Paulo segue sem acordo há mais de 15 dias entre os sindicatos da educação e a Prefeitura.
Nesta terça-feira (19/5), professores da rede estadual também realizaram protesto em frente à sede da Prefeitura de São Paulo, no centro da capital paulista. Na última semana, eles também realizaram manifestação e assembleia em frente ao local às 14h.
O movimento, iniciado em 28 de abril, tem como principal reivindicação um reajuste salarial de 14%. Os sindicatos rejeitam a proposta apresentada pela gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), que prevê aumento de 3,51% dividido em duas parcelas: 2% em 2026 e 1,48% em 2027.
Em paralelo, na última sexta-feira (15/5), os servidores de São Paulo, associados do Sindicato dos Professores e Funcionários Municipais de São Paulo (Aprofem), que representa 60 mil filiados, decidiram encerrar a greve após assinatura de um protocolo de garantias entre a Prefeitura e o Fórum das Entidades Representativas do Funcionalismo.
Ao todo, a administração municipal contabiliza quatro sindicatos, a Aprofem, a Coeduc e o Sindsep, que decidiram pela finalização. E o Sinpeem, que segue até o dia 21.
Condições de trabalho
Os profissionais são contra o Projeto de Lei nº 354/2026, encaminhado pela Prefeitura à Câmara Municipal. O texto prevê reajuste dividido em duas parcelas: 2% em maio de 2026 e 1,48% em maio de 2027.
Além da pauta salarial, os profissionais denunciam sobrecarga de trabalho, falta de funcionários, salas superlotadas, adoecimento da categoria e avanço da terceirização na educação municipal.
Os sindicatos também criticam trechos do PL 354/2026, enviado pela Prefeitura à Câmara Municipal. Entre os pontos contestados estão a ampliação de contratações temporárias sem concurso público e mudanças na carreira dos professores da educação infantil.
Prefeitura defende proposta
Em nota, a Prefeitura afirma que a proposta segue o índice inflacionário medido pelo IPC-Fipe e destaca investimentos superiores a R$ 7 bilhões em remunerações e benefícios desde 2021.
Segundo a Secretaria Municipal de Educação, parte das escolas segue funcionando parcialmente. Já os sindicatos afirmam que a adesão à greve varia entre 25% e 30% da rede, chegando a 50% em algumas regiões da capital.





