Proteção de 98,9%: conheça a nova vacina da chikungunya feita em SP

Imunizante recebe aval para produção nacional e avança para ampliar distribuição na rede pública de saúde

A vacina usada será a Butantan-Chik, que foi desenvolvida pelo Instituto Butantan

A vacina usada será a Butantan-Chik, que foi desenvolvida pelo Instituto Butantan | Divulgação/Governo de SP

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou, nesta segunda-feira (4), o Instituto Butantan a fabricar no Brasil a vacina contra a chikungunya, a Butantan-Chik, que apresentou 98,9% de eficácia na produção de anticorpos.

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Com isso, o imunizante avança para ampliação no Sistema Único de Saúde, com foco na população de 18 a 59 anos exposta ao vírus.

A liberação reforça o uso da vacina como uma das principais estratégias no combate à doença, especialmente em regiões com maior incidência.

Produção nacional e acesso ampliado

A vacina já havia sido aprovada em 2025, mas era produzida fora do país pela farmacêutica Valneva. Agora, com a autorização, o Butantan passa a realizar etapas como formulação e envase em território nacional.

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A mudança representa um avanço na transferência de tecnologia e deve facilitar a distribuição pelo SUS, além de reduzir custos e ampliar o acesso da população ao imunizante.

Eficácia e segurança comprovadas

Testes clínicos realizados com cerca de 4 mil voluntários indicaram que quase a totalidade dos participantes desenvolveu resposta imunológica contra o vírus, segundo estudo publicado na The Lancet.

O imunizante também apresentou bom perfil de segurança, com efeitos adversos leves e moderados, como dor no corpo, fadiga e febre.

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Aplicação já começou no SUS

Desde fevereiro de 2026, a vacina vem sendo aplicada de forma piloto em regiões com alta incidência da doença, estratégia adotada pelo Ministério da Saúde.

A expectativa é que, com a produção nacional, a cobertura seja ampliada gradualmente em todo o país.

Doença ainda preocupa autoridades

Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a chikungunya pode causar febre alta e dores intensas nas articulações, com risco de evolução para quadros crônicos.

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Dados da Organização Pan-Americana da Saúde mostram que a doença segue com alta circulação, o que reforça a importância da vacinação e das medidas de prevenção.