Trens da Linha-15 do Monotrilho param pelo 4º dia seguido

Após problema em um pneu, a linha está paralisada e ainda não há uma data para retorno

Operação das linhas nesta manhã (3)

Operação das linhas nesta manhã (3) | Metrô/Divulgação

Nesta manhã, os passageiros das linhas 1-Azul e 3-Vermelha enfrentaram problemas com a velocidade dos automóveis, as linhas estavam operando com velocidade reduzida e com um tempo maior de parada nas estações. Segundo o Metrô, a situação ocorreu devido a uma interferência na estação Jardim São Paulo-Ayrton Senna que influencia diretamente o funcionamento da linha 1-Azul e da linha 3-Vermelha.
No entanto, pouco antes das 8h da manhã, o problema foi resolvido e as linhas passaram a operar normalmente.
Na última quinta-feira (27), o pneu de um dos trens da linha 15-Prata do Monotrilho estourou. Após a detectarem uma falha no sistema de pneus, a linha 15-Prata do Monotrilho, na Zona Leste, segue paralisada pelo quarto dia seguido. Até o momento, não há prazo para a normalização das linhas.
A empresa fabricante dos trens, Bombardier, recomendou a paralisação dos trens no sábado (29) por motivos de segurança. Os veículos deverão passar por uma revisão com técnicos vindo do Canadá.
Sobre o estouro do pneu, Wagner Fasado, coordenador do Sindicato dos Metroviários, acredita que o problema poderia ter sido maior: “É um problema muito grave, porque um pneu que estoura pode inclusive não só causar problemas para os usuários que estão no trem, como para quem está fora, pois a Linha-15 não tem proteção nenhuma embaixo. Se acontecer alguma coisa em cima vai cair na cabeça ou em um veículo lá embaixo”, afirma.
O Metrô divulgou uma nota dizendo que está acompanhando os trabalhos dos fabricantes. Segundo a empresa a operação Paese será reforçada com o aumento da frota de 50 para 60 ônibus, que são utilizados para transportar passageiros quando os trens apresentam algum problema. Nesta segunda-feira (2), passageiros afirmaram que ficaram em filas e discorreram sobre dificuldade para acessar os ônibus do programa.
A empresa fabricante ainda não identificou o problema que fez o pneu se romper, mas afirma que está trabalhando 24 horas por dia para resolve-lo.
A companhia de Metrô diz que seu departamento jurídico está estudando meios para penalizarem os responsáveis pela paralisação: “Os prejuízos decorrentes dessa paralisação também serão cobrados, tão logo seja identificada a natureza do problema”, afirmou.