Ucrânia diz ‘não descartar hipóteses’ sobre queda de avião no Irã

Líderes ucranianos não rejeitam possibilidades de que Boeing 737 tenha caído após ataques de outro país e esperam investigação

Equipes de resgate passam pelos corpos das vítimas no local do acidente com um Boeing 737

Equipes de resgate passam pelos corpos das vítimas no local do acidente com um Boeing 737 | /EBRAHIM NOROOZI/ASSOCIATED PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O primeiro-ministro da Ucrânia, Oleksiy Honcharuk, afirmou na manhã desta quarta-feira que “qualquer versão antes da conclusão oficial” sobre o avião Boeing 737 que caiu após ter decolado da capital do Irã, Teerã, com 176 passageiros é “apenas manipulação”. A declaração veio apenas horas após a embaixada iraniana do país ter emitido e retratado uma nota, na qual negava que houvesse motivações terroristas por trás da queda.

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Durante uma coletiva de imprensa realizada em Kyiv, o primeiro-ministro também confirmou que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenski, pediu uma investigação criminal do caso. De acordo com a agência de notícias Mehr, o chefe da agência de aviação civil iraniana, Ali Abedzadeh, já afirmou que a caixa preta do avião não sairá do país: “Não a entregaremos para o fabricante e para a América”.

De acordo com as leis internacionais, a investigação da queda de uma aeronave é liderada pelo estado em que ela ocorreu. No caso do Boeing 737, o avião caiu em território iraniano, apenas minutos após ter decolado do aeroporto Imam Khomeini, no Teerã. A Ucrânia, como nação de registro e operação, também tem direito a participar, assim como os Estados Unidos, que representam a própria Boeing, fabricante da nave.

O prazo inicial é de 30 dias para que os países apresentem algum resultado sobre as investigações. Ainda em março, a Boeing suspendeu a fabricação do modelo Max 737, um “parente” da aeronave que caiu no Irã, após dois acidentes fatais da mesma linha causarem a morte de 346 pessoas em apenas cinco meses.

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Ainda não se sabe o que motivou a queda do avião PS752 na manhã desta quarta-feira, mas o ministro de Relações Exteriores da Ucrânia, Oleksiy Honcharuk, se recusou a descartar a possibilidade de um ataque terrorista relacionado às tensões entre Irã e Estados Unidos.