Cinco vereadores da Câmara Municipal de São Paulo trocaram de partido durante a janela partidária, que durou neste ano de 5 de março a 3 de abril: Caio Miranda Carneiro (do PSB ao DEM), Rinaldi Digilio (do Republicanos ao PSL), Rute Costa (do PSD ao PSDB), Fernando Holiday (do DEM ao Patriota) e Xexéu Tripoli (do PV ao PSDB). A janela partidária é um período de sete meses antes das eleições em que, neste caso, vereadores que pretendam disputar a eleição para o mesmo cargo ou para prefeito podem mudar de partido sem sofrer punições. Esta coluna perguntou aos cinco vereadores que trocaram de legenda os motivos para a decisão, e vai publicar assim que tiver a resposta de todos.
Curado. Após ser diagnosticado com Covid-19 em 24 de abril, o deputado estadual Professor Kenny (Progressistas), com base eleitoral na Baixada Santista, já está recuperado da doença. Em entrevista a esta coluna, o parlamentar garante ter cumprido as determinações do isolamento, e acredita ter se contaminado em alguma ida ao supermercado ou ao receber entregas em casa. Segundo ele, uma das piores características da doença é ela não ser linear ao passar dos dias. “Às vezes acorda bem, no outro dia acorda mal. Mexe com o psicológico da gente”.
Hotel. Para ajudar no combate à doença, Professor Kenny destinou uma emenda para alugar um hotel de 93 quartos em Santos exclusivamente para a hospedagem dos profissionais da saúde. “É importante para preservarem seus familiares”, diz. Como consequência da emenda, explica o deputado, o hotel comunicou que não demitirá seus funcionários, em um momento de quase inexistência de turismo no Brasil e no mundo.
Saída do ministro. O deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) afirmou na tarde de sexta-feira (15) que a queda do ministro da Saúde, Nelson Teich, se deu pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fazer “politicagem” neste momento de pandemia. “Por basear seu trabalho na ciência e não em achismos do Bolsonaro, Nelson Teich pediu demissão. Não existe ministro técnico quando o presidente quer fazer politicagem com a saúde”.
‘Tanto faz’. Fernando Haddad (PT), ex-prefeito de São Paulo que disputou o segundo turno com Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2018, foi sucinto para comentar a saída de Nelson Teich. “Quem será o próximo ministro da Saúde? Tanto faz, enquanto Bolsonaro estiver presidente”, afirmou.
Centrão. Um dos líderes do Centrão, o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) disse que Nelson Teich não fez “nada de significativo” no cargo. “O médico, apesar do conhecimento técnico, não conseguia expor suas ideias”, afirmou. O parlamentar também criticou Bolsonaro, ao duvidar que alguém “consiga fazer o presidente aprender com a ciência”, e afirmou que o novo ministro terá que lidar com a crise sanitária e com “os impulsos de Jair Bolsonaro”.
