Nós estamos próximos de contar com a primeira escola cívico-militar aqui no estado de São Paulo. Na última terça-feira (21/07) estive em Sorocaba, cidade escolhida para receber o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim), em reunião com a prefeita Jaqueline Coutinho e com o coordenador-geral de implantação do modelo do Ministério da Educação, o coronel do Exército Marcos Aurélio Zeni, para discutirmos o processo de inserção da unidade no sistema de ensino da cidade.
Os trâmites burocráticos estão acelerados para a implantação ainda em 2020. O próximo passo será a escolha da escola que receberá o programa. Depois, serão realizadas audiências públicas para debater o tema e tirar dúvidas da população local e, por fim, uma votação com a participação da comunidade escolar para aprovar ou rejeitar o novo modelo.
O Pecim vem de uma parceria entre o MEC e o Ministério da Defesa, que busca valorizar o ensino público no nosso país, melhorando sua qualidade e dando mais segurança para professores, alunos e toda comunidade escolar, além de resgatar valores como o respeito e a disciplina.
O programa nacional é voltado para unidades de Ensino Fundamental II ou Ensino Médio, que tenham de 500 a 1000 alunos, alto índice de evasão escolar, estejam em local de vulnerabilidade social e tenham os menores desempenhos no IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).
A parte disciplinar é um ponto crucial e muito importante no processo de aprendizagem. A pesquisa “Juventudes, Educação e Projeto de Vida”, publicada nesta semana pela Fundação Roberto Marinho, mostrou que 78% dos alunos das classes mais pobres da rede pública de ensino disseram que a bagunça é a maior barreira para o seu aprendizado.
No modelo cívico-militar, os professores continuam cuidando do ensino, enquanto os militares da reserva cuidam da administração e da disciplina, proporcionando um melhor ambiente escolar e mais propício ao aprendizado.
A eficácia do projeto é comprovada em diversos estados, como o Amazonas, por exemplo. Em Manaus existem oito escolas cívico-militares e a médias destas instituições é quase 20% maior do que a das escolas convencionais, segundo o último censo do IDEB, realizado em 2017. No geral, enquanto nas escolas tradicionais a média do IDEB é de 4,94, nas militares, atinge 6,99.
Além do progresso na qualidade de ensino e na disciplina dos alunos, há uma drástica redução dos casos de violência escolar e uma melhoria nas condições de trabalho dos professores. No fim, toda a comunidade sai ganhando.
Como presidente da Frente Parlamentar pela implementação das Escolas Civico-Militares, venho trabalhando junto aos municípios e ao governo federal para que o modelo possa se expandir cada vez mais pelo estado de São Paulo. Em Sorocaba, já estamos acompanhando o processo desde a escolha do MEC pela cidade, e vamos continuar dando o apoio necessário até o final.
A escola cívico-militar em Sorocaba é apenas a primeira que estamos trazendo para São Paulo. Vamos trabalhar para que existam muitas outras espalhadas pelo estado.
