As investigações contra ex-presidentes viraram rotina

A história demonstra que há uma enormidade de inquéritos policiais e processos judiciais, tendo como alvo os ex-presidentes

Bolsonaro foi obrigado a entregar seu passaporte

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) | Tânia Rêgo/ Agência Brasil

Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma, Temer e agora Bolsonaro somam, quase que 30 anos de história da presidência. Embora deveriam figurar como aqueles que, de alguma forma, impulsionaram a economia, incrementando a indústria, o agronegócio e as relações internacionais, O legado deixado em comum, não é dos melhores.

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A história demonstra que há uma enormidade de inquéritos policiais e processos judiciais, tendo como alvo os ex-presidentes. Outro ponto de tangenciamento, entre eles, é a devolução de “presentes” recebidos durante o exercício do cargo, pois todos, de alguma forma, levaram para suas casas, aquilo que deveria compor acervo presidencial. Há lei federal que regula tal assunto. Embora ganhem maior destaque na imprensa, os presidentes da república são suplantados pelos governadores dos estados. Rio de Janeiro, por exemplo, além de colecionar investigações, possui uma sequência de seus representantes presos. No “lavajatismo” foram investigados ou presos, de senador a CEO de empresa multinacional, ou seja, toda sorte de player. É possível concluir, que na política nacional, nos momentos recentes, é rotineira uma nódoa a ser lavada.

A análise, das últimas notícias, nos induz a compreender que uma investigação, com maior acuidade, atingirá o governo Bolsonaro (PL). Nos últimos dias foi revelado, que houve a venda de presentes recebidos, no exercício do mandato, e com grande amadorismo, pois alguns, dos usurpadores, chegaram a recomprar bens leiloados e assinar notas de recebimento com seu próprio nome. O Brasil é um “déjà vu” constante. Jair Messias manteve a tradição, com relação a essa faceta nacional, pois as pessoas que percorreram o palácio do planalto, sempre olharam os presentes, quadros e obras de arte, como se fossem donos. O cargo é eletivo, o poder é efêmero, passa, em seguida, investigações nascem. Essa é a sequência nacional, infelizmente.