Com Jair Bolsonaro (PL) fora das próximas eleições, o quadro de candidatos à presidência para 2026 altera seus contornos. Em 2018 foi a era do antipetismo, já em 2022 nasceu o antibolsonarismo, pois muitos não votaram em Lula, mas sim contra Bolsonaro, que durante o período pandêmico adotou verborragia sem igual perante a doença que levou a vida de milhares de brasileiros.
Nesse contexto, perdeu parcela de seus seguidores que possuem certo alinhamento com valores identificados como de “direita”, tais como liberalismo no cenário econômico, nacionalismo e culto por valores morais (não muito usado por eles mesmos). Além de grande influência da igreja no Estado.
Embora rugiram contra o resultado das urnas, o petismo alçou novamente o planalto e Lula se apresenta ao mundo na busca de investimentos, com uma mudança no arcabouço fiscal, reforma tributária entre outros e pretende permanecer no poder.
A saída de Bolsonaro foi festejada pelo petismo, mas não deveriam soltar fogos, pois nascerá o verdadeiro herdeiro da direita, mas com maior cabedal para concorrer contra Lula e sem qualquer dos defeitos de seu mentor Jair Messias.
Tarcísio de Freitas nasce como novo presidenciável, pois, pertence a uma direita pragmática que deseja realizar projetos de toda ordem, com obras, serviços e inovação. No estado de São Paulo já apresentou um modo diverso de seu antecessor, João Dória, indo ao local do desastre ambiental, no litoral norte paulista, e lá ficou com seu gabinete itinerante. Viajou para vários países na busca de investimentos.
Em apenas seis meses, Tarcísio já agrada empresários tanto da Faria Lima como os do agronegócio.
O PT não deveria comemorar a saída de Bolsonaro, que sem mandato, perderia de Lula com certa facilidade, mas olhar com cautela a chegada de Tarcísio, que detém todas as qualidades que boa parte da população deseja.
