Projeto na Câmara propõe elevar teto de isenção de IPI para PCD

Alta nas buscas por isenção PCD reflete avanço de projeto no Congresso, inflação automotiva e nova regra do STF

A busca digital por carros com isenção fiscal cresceu impulsionada por novos limites na Câmara e mudanças de regras no STF / Freepik

O interesse por benefícios fiscais na compra de carros novos disparou nos canais digitais. Esse movimento coincide com o avanço de novos limites de preço na Câmara dos Deputados, em um cenário pressionado pela alta na frota nacional e pelas recentes mudanças jurídicas determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

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Diante disso, o consumidor tenta entender o funcionamento das regras para adquirir modelos adaptados no mercado interno.

Corrida por informações no ambiente digital

A procura por termos relacionados à isenção para Pessoas com Deficiência (PCD) registrou salto de 800% no Google Trends no acumulado de 12 meses, com um avanço de 20% em recortes recentes. Os números representam variações no índice relativo de popularidade da plataforma de pesquisa, espelhando a forte demanda por dados atualizados de compra.

Articulação política e o rito legislativo

A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência (CPD) aprovou o Projeto de Lei 2079/2026. A proposta, de autoria da deputada Geovania de Sá (Republicanos-SC), eleva de R$ 200 mil para R$ 250 mil o limite do automóvel adquirido com dispensa do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

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O texto segue agora, em caráter conclusivo, para a Comissão de Finanças e Tributação (CFT) e passará pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).

Defasagem do teto e a inflação automotiva

A parlamentar justifica que o preço médio dos automóveis novos subiu no país, rondando a faixa de R$ 170 mil. O teto vigente de R$ 200 mil exclui utilitários esportivos (SUVs) e minivans das categorias contempladas. Modelos desse porte são indispensáveis para comportar equipamentos de acessibilidade e cadeiras de rodas.

Jurisprudência do STF amplia o perfil de beneficiários

No âmbito jurídico, o STF derrubou por unanimidade a exigência de gravidade para a concessão do abatimento. Com a decisão, indivíduos diagnosticados com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em nível de suporte 1 (leve) passam a ter acesso garantido ao direito.

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A Suprema Corte determinou que a legislação federal não pode criar distinções pelo grau do transtorno, obrigando a Receita Federal a atualizar os parâmetros de triagem.

Critérios de triagem e laudo médico

O órgão fiscalizador estipula que cidadãos com deficiência física, visual, auditiva, mental ou autismo estão aptos a requerer a desoneração.

  • Público-alvo: Abrange não condutores e menores de 18 anos via representante legal.
  • Trâmite: ocorre de forma eletrônica pelo sistema Sisen.
  • Exigência: apresentação de laudo médico regular.

Amarras burocráticas e prazos de venda

A legislação permite solicitar a dispensa do imposto federal para um único veículo a cada três anos. Contudo, normas conjuntas do fisco e do Confaz determinam que o proprietário permaneça com o bem por pelo menos quatro anos antes de revendê-lo a terceiros sem deficiência.

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A quebra da norma obriga o recolhimento proporcional dos tributos poupados. O carro precisa ostentar motorização de até 2.0 e quatro portas.

Descompasso com impostos estaduais

Atenção: o abatimento do IPI possui caráter federal e não se confunde com os tributos estaduais.

O desconto do ICMS obedece a tabelas e tetos proporcionais de cada estado, enquanto a dispensa do IPVA depende exclusivamente da legislação do local de emplacamento. Especialistas recomendam consultar as secretarias de Fazenda locais antes de fechar o negócio, já que as novas regras federais ainda dependem de sanção para entrar em vigor.