Por ter vizinhas famosas pela produção de vinho, como São Roque, a “Cidade do Vinho”, e Jundiaí, a “Cidade da Uva”, a capital paulista não costuma ser o primeiro destino lembrado quando o assunto é enoturismo.
Diferentemente das vinherias, que têm como foco a venda de vinhos, as vinícolas costumam estar instaladas em grandes propriedades rurais, principalmente no interior. Mas isso não significa que São Paulo não tenha lugares que produzem vinho dentro da própria cidade.
A seguir, confira três opções de vinícolas urbanas na capital paulista.
Veja também: qual a diferença entre vinhedo, videira, vinícola, vitivinícola e vinheria
1. Vinícola Urbana (Pinheiros)
Localizada em Pinheiros, a Vinícola Urbana segue o conceito de urban winery desde 2024. No espaço, é possível acompanhar etapas da produção, como prensagem, fermentação e amadurecimento.
As uvas vêm de vinhedos próprios em Cunha, no interior de São Paulo, e de produtores parceiros de outras regiões do País. A casa produz vinhos de baixa intervenção.
O espaço funciona em um casarão com pátio ao ar livre e também abriga um wine bar. O cardápio inclui croquetas, tábuas de queijos, massas e outros aperitivos para acompanhar os vinhos.
Às quartas-feiras, a programação costuma incluir sessões de cinema ao ar livre, com projeção no pátio, mantas e pipoca.
Endereço: Rua Francisco Leitão, 625, Pinheiros, São Paulo
Horário de Funcionamento: quarta a sexta, das 16h às 22h; sábado, das 13h às 22h (experiências mediante agendamento).
2. Vinícola Urbana Alma Gêmea (Morumbi)
Instalada desde 2021 no Morumbi, a Vinícola Urbana Alma Gêmea recebe uvas de viticultores parceiros de diferentes regiões brasileiras. As frutas vêm de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Pernambuco e são transportadas em caminhões refrigerados.
Durante a “vindima de inverno”, os visitantes podem conhecer o processo de fabricação, provar rótulos da casa e pedir pratos de queijos e charcutaria. A vinícola produz vinhos e espumantes de safras diferentes ao longo do ano.
Entre as experiências oferecidas também estão o “Enólogo por um dia”, o “Enólogo Júnior” e o curso presencial Escola do Vinhateiro.
Endereço: Rua Guanás, 336, Morumbi, São Paulo
Horário de Funcionamento: quintas e sextas-feiras, às 19h/Sábados, às 11h, para a Visita e Degustação Harmonizada/Sábados, às 13h, para a experiência Enólogo por um Dia (experiências mediante agendamento).
3. Vinícola Lucano (Penha)
A Vinícola Lucano funciona desde 1987 no bairro da Penha de França e foi fundada por uma família de imigrantes italianos da região da Lucânia, no sul da Itália. A vinícola ocupa uma antiga residência adaptada e mantém mais de 60 mil garrafas armazenadas.
As uvas utilizadas pela Lucano são selecionadas e passam pelas primeiras etapas de esmagamento e fermentação na Serra Gaúcha, em parceria com produtores locais. Depois, os vinhos seguem para São Paulo, onde ocorrem processos de envelhecimento, engarrafamento e guarda.
A visita monitorada apresenta a cantina, os tanques de aço inoxidável, os barris de carvalho e a cave. Também há opções com degustação de quatro vinhos e uma experiência de harmonização com queijos e embutidos.
Endereço: Rua Mirandinha, 888, Penha de França, São Paulo
Horário de Funcionamento: terça a sexta, das 8h30 às 12h e das 13h30 às 17h30; sábado, das 9h30 às 16h30 (experiências mediante agendamento).
Enoturismo na cidade de São Paulo

O enoturismo é uma viagem focada no universo do vinho. Ele inclui passeios por plantações de uva, visitas a adegas, degustações de bebidas e até visitas a vinícolas urbanas. Sua importância é tanta que o tema foi destaque no 1º Fórum de Enoturismo e Gastronomia das Américas, nesta quinta-feira (13/8).
O evento reuniu representantes das principais autoridades de turismo nas Américas, no Brasil e em São Paulo, incluindo ministros, secretários estaduais e municipais, diretores e empresários.
Em entrevista à Gazeta, a secretária municipal de Relações Internacionais de São Paulo, Angela Gandra, comentou que fomentar cada vez mais o enoturismo é um plano da cidade.
“Nosso sonho é ter a rota do vinho paulistano. Nós estamos trabalhando nisso junto aos consulados, onde há vinícolas urbanas. Eu também fui visitar a vinícola urbana em Brasília, para estudar essa possibilidade”, disse ela.
“Dessa forma, a gente pode tornar a cidade de São Paulo conhecida também através do vinho e democratizar o vinho para que outras camadas também possam ter acesso.”






