O mês de março traz um alerta: o risco da Doença Renal Crônica (DRC) nos cães e gatos, que é a forma mais comum de afecção renal entre eles. Ocorre uma falência renal. É uma patologia que pode se prolongar por muito tempo, até o fim da vida do animal. Independentemente da causa, as lesões estruturais renais são irreversíveis e acarretam graves alterações no metabolismo do animal. Os índices de creatinina e ureia aumentam e, dependendo da elevação, é feita a classificação em um dos quatro estágios da doença.
O estágio 1 é o mais brando e o 4 o mais intenso, sendo necessária a internação do paciente afetado. Ocorre com maior frequência em animais mais velhos. Sua origem pode ser congênita, familiar ou adquirida. É uma doença difícil de se detectar e, por esta razão, deve-se ter bastante atenção.
A avaliação do Médico Veterinário faz toda a diferença para a detecção precoce dos sintomas. É uma doença que está entre as principais causas da redução da qualidade e expectativa de vida dos animais, pelo fato de ser de difícil percepção. Acomete 1 a cada 3 gatos e 1 a cada 10 cães. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhor a taxa de sobrevida.
Os principais sintomas são: perda de apetite, emagrecimento, sede demasiada, urinar em excesso, prostração, diarreia e vômitos. Não existe um tratamento que reverta as lesões existentes nos rins.
Os tratamentos sintomáticos e auxiliares minimizam os danos ocasionados nos rins. A mudança alimentar é indicada nesses casos a fim de oferecer uma dieta menos proteica, com maior palatabilidade, maior hidratação, adequada às condições que estes animais necessitam nutricionalmente. Ajudam a travar a progressão da doença devido ao baixo conteúdo em fósforo. Favorecem a função renal por conterem antioxidantes e ácidos gordos. Têm capacidade alcalinizante para combater a acidose metabólica, que pode causar doença renal. A terapia celular, o uso de célula tronco tem sido uma boa opção para evitar a progressão da doença.
