Marcelo Lima da Silva, desapareceu em agosto de 2012 perto do km 15 da rodovia Raposo Tavares, no Butantã, zona oeste da capital de São Paulo.
De acordo com a sra.Vilma Silva, mãe de Marcelo, ele era artesão e vendia artesanato na região central da cidade e morava com ela no Grajaú, zona sul de São Paulo. No mês em que desapareceu, ele estava passando alguns meses na casa do pai. A família registrou um boletim de ocorrência no DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa).
Em seu relato, D.Vilma conta que entrou em desespero, e a mãe que até então não tomava remédio nem para dor de cabeça, após o desaparecimento do filho sofreu com um tumor no cérebro, um infarte do nervo ótico, perdeu a visão e um ano depois ainda foi diagnosticada com câncer de mama, tomando, diariamente, 18 a 25 comprimidos. Mas a fé e a esperança são o que lhe sustentam, aguardando o retorno do filho, hoje com 43 anos, ou a notícia de que ele não quer voltar para casa, qualquer coisa que dê descanso ao coração dessa mãe que espera…
Quatro anos depois, em 10/10/2016, na zona sul de São Paulo, em Parelheiros, William Dias Freire saiu pela manhã para entregar currículos em busca de emprego e nunca mais voltou. Por características possui tatuagem de diamante no braço direito com o nome dos pais “Loveane e Altervir” e no pulso esquerdo o nome “Jesus Cristo”, tinha completado 20 anos em 19 de março daquele ano, hoje estaria com 29.
Ao longo dos anos Loveane, a mãe, tem recebido inúmeras ligações indicando locais em que estaria o corpo, e, sob risco, indo buscar e nada encontrando. Sequer a DHPP é confiável em informações, pois chegou a ouvir que “o filho não queria voltar para casa, pois declarou Imposto de renda em 2020 e votou por biometria”, dados totalmente inverídicos, pois o título de William foi cancelado por não comparecimento.
Quanto à Receita Federal, essa não dá informações sobre contribuintes. Contudo, o que se obtém de todos esses relatos é a total falta de investigação séria e consistente, de empatia por parte dos agentes públicos, de cooperação interagências e órgãos públicos, ante a busca, permanente e incansável, de mais uma mãe.
Qualquer notícia sobre casos de desaparecimento pode ser dada pelos telefones 181 e 190, além das organizações e movimentos que congregam os familiares que buscam como: Instagram @movimento.famdesbr, www.uniaodevitimas.org , Instagram @maesemluta, Facebook maesemlutaONG , Instagram @maesdase.


