O ciclo inevitável de Fernando Diniz após mais um fracasso

Mesmo com sequências negativas e decepcionantes quando a temporada aperta, Diniz só treina times grandes e recebe apoio de alguns fãs 'dinizistas'

Fernando Diniz

Fernando Diniz mostra cada vez mais que a conquista em 2023 foi ponto fora da curva/Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Culpar apenas o treinador pelo desempenho ruim de uma equipe, de fato, não costuma ser justo. Mas, quando este profissional atinge sempre os mesmos resultados em diferentes equipes, de diferentes elencos e metas, algo significa.

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É necessário respeitar um campeão de Libertadores. Fernando Diniz conquistou o título com o Fluminense em 2023, inédito para a carreira dele e do clube. Contudo, essa conquista se mostra cada vez mais um ponto fora da curva.

Perder sete jogos seguidos comandando uma equipe como o Corinthians não é tarefa fácil, mas ele conseguiu. Quebrou tabus negativos quando comandou a Seleção Brasileira, como perder para a Colômbia pela primeira vez e tomar olé para a Argentina dentro de casa.

Trajetória de Fernando Diniz

No Osasco Audax, surgiu bem e foi vice-campeão paulista. De lá, surgiram nomes como Bruno Guimarães, Tchê Tchê, Sidão e Camacho. Depois, teve campanhas negativas no Athletico-PR e Fluminense (primeira passagem), fazendo campanha de time rebaixado.

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Na passagem pelo São Paulo, um ponto quase fora da curva. Pegou um time extremamente limitado e liderou o Campeonato Brasileiro por consideráveis rodadas, chegando a abrir uma pequena gordura para o vice. Na reta final, fez uma campanha desastrosa e entregou o troféu para os adversários, sofrendo até para assegurar uma vaga direta na Libertadores do ano seguinte.

Contudo, já havia passado um vexame antes disso (como ser eliminado na fase de grupos da Libertadores e nas quartas do Paulistão para um time que foi formado por um grupo de WhatsApp dias antes da partida).

O auge e a queda

Passou pelo Santos sem deixar saudades e assumiu o Vasco na Série B, piorando a equipe e deixando escapar um retorno para a Série A que era bem acessível. Foi então que veio o Fluminense e o brilho da conquista continental.

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Após o auge, mostrava mais uma vez que sua queda sempre era maior que sua subida. Foi demitido menos de um ano após a conquista, com uma das piores campanhas da história do clube em um campeonato nacional. Neste meio tempo, ainda teve a passagem bem negativa pela Canarinho.

Assumiu o Cruzeiro e perdeu uma final de Sul-Americana escalando mal e sendo controlado pelo adversário. Deixou a equipe com mais derrotas do que vitórias (o que já havia feito em outros clubes antes).

Chega ao Vasco e repete o ciclo: começa bem, encanta a torcida e a faz acreditar em dias melhores. No Brasileirão, fez uma campanha novamente digna de rebaixamento, com muitas derrotas na reta final, apostando todas as fichas na Copa do Brasil. Na decisão, perdeu para o Corinthians em pleno Maracanã e foi demitido após um começo de ano sem grandes resultados logo na temporada seguinte.

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Repete o ciclo vicioso no Corinthians

Após perder o título para o Timão, Diniz ganhou a chance de… comandar a própria equipe para a qual foi vice. Novamente, o ciclo se repetiu. Chegou bem e parecia encantar os torcedores. Com o temperamento explosivo e entrevistas acolhedoras ao torcedor, fazia parecer, como em outros clubes, que era “mais um do bando de loucos”. Até a primeira crise.

Eliminado para o Internacional na Copa do Brasil, em uma das piores fases da história do Colorado, deu sinais dos seus primeiros deslizes. Na Libertadores, foi bem contra o Rosário, mas caiu na fase seguinte para o Estudiantes em plena Neo Química Arena. Assim, quando a água subiu, mais uma vez não conseguiu sair.

Restando apenas o Brasileirão, colecionou sete derrotas consecutivas e acabou demitido. Curiosamente, a equipe teve praticamente duas semanas inteiras para demitir o treinador, mas falou publicamente que acreditava em uma melhora. A data Fifa acabou, e já na primeira partida de retorno, a diretoria o demitiu.

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Com uma filosofia de jogo diferente do usual, Diniz costuma conquistar o elenco, sendo elogiado pela esmagadora maioria por onde passa. Joga bonito um ou outro jogo, mas não consegue se provar após o primeiro deslize. Ainda assim, parece sempre “cair para cima”, seguindo sendo opção entre os clubes grandes e tendo apoiadores entre as torcidas, os chamadas “dinizistas”. Custo a entender como.

Fernando Diniz como treinador. Tem quem goste. Vai entender…