‘O medo de perder tira a vontade de ganhar’, mas Luxemburgo esqueceu disso

Uma temporada que começou com promessa de força na Libertadores acabará com a esperança da Sul-Americana como prêmio de consolação

Vanderlei Luxemburgo, treinador do Corinthians

Vanderlei Luxemburgo, treinador do Corinthians | Rodrigo Coca/Ag.Corinthians

O futebol é um esporte, além de tudo, estratégico. Especialmente em um duelo de 180 minutos, com um jogo em sua casa e outra na de seu rival. Sentado na vantagem mínima do jogo de ida, Luxemburgo abdicou de jogar na volta, e foi atropelado por um São Paulo avassalador.

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O roteiro do Corinthians na Copa do Brasil foi semelhante durante toda a competição: venceu todos os jogos em casa, perdeu todos os duelos como visitante. A diferença fatal foi a de que, contra o São Paulo, foi a primeira vez que o Timão decidiu fora de seus domínios. 

O time do Parque São Jorge perdeu como visitante para Remo (2 a 0), Atlético-MG (2 a 0), América-MG (1 a 0) e São Paulo (2 a 0). Nenhum gol marcado. E com exceção ao jogo contra o América-MG em que de fato o Corinthians foi bem e merecia ao menos um gol, em todos os outros confrontos o 2 a 0 foi pouco.

Se nas fases anteriores foi possível fazer um jogo ruim na ida pra buscar o resultado com a força da torcida, desta vez o Timão provou praticamente do seu próprio remédio. E digo “praticamente” pois já no jogo de ida o São Paulo mostrou traços de superioridade.

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A frase “o medo de perder tira a vontade de ganhar” é atribuída ao multivencedor Vanderlei Luxemburgo. O comandante sempre frisou a importãncia da valentia dentro de campo, de não jogar para segurar um empate. Mas foi isso que aconteceu no Morumbi.

Pela atuação irretocável do São Paulo, não é loucura dizer que independentemente da estratégia de Luxa, o Tricolor sairia classificado. Mas a distribuição do Corinthians no campo em 70 dos 90 minutos fez o nó tático ser ainda maior. No maior Majestoso da história, prevaleceu a coragem e tática de Dorival.

E como disse o próprio Luxemburgo, “se querem que tenha um culpado, pode ser eu”. Não só ele, mas principalmente. Yuri Alberto, Maycon, Fausto Vera, Fábio Santos, foram coleções de más atuações.

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Uma temporada que começou com promessa de um elenco estrelado para vir forte na Libertadores já ficou difícil com a questionável aposta na efetivação de Lázaro, treinador sem nenhuma experiência. Se a meta era ir o mais longe possível na Liberta, veio uma queda ainda na fase de grupos. E o pior, os dois classificados no grupo do Timão já foram eliminados logo nas oitavas de final, o que tornou mais vexatória a campanha do time do presidente Duílio Monteiro Alves. Com uma pequena folga perante o Z-4, o Corinthians foca agora suas forças na Sul-Americana para tentar voltar a conquistar títulos e evitar um novo protesto da torcida.

Para Luxemburgo, resta agora as ironias peculiares em suas entrevistas coletivas para tentar explicar como salvar a temporada.