Bill Gates alerta que inteligência artificial pode causar um bilhão de mortes e defende novas regras para controlar riscos da tecnologia

A entrevista reacende o debate sobre limites, proteção e participação dos governos diante de sistemas cada vez mais autônomos

Bill Gates com livros

O NIST mantém uma estrutura voluntária para ajudar organizações a identificar, medir e administrar ameaças associadas a sistemas de inteligência artificial. Foto: Divulgação/Gates Notes

Bill Gates afirmou em entrevista exibida neste domingo (27/9) que a inteligência artificial pode provocar consequências de grande escala se for usada por pessoas mal-intencionadas. O fundador da Microsoft defendeu medidas de segurança e participação dos governos para reduzir riscos ligados ao avanço da tecnologia.

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Bill Gates alerta para riscos do avanço da inteligência artificial

Bill Gates afirmou que a IA tem capacidade para provocar eventos que poderiam resultar em até um bilhão de mortes. A declaração ocorreu durante entrevista ao programa Meet the Press, da NBC News.

O empresário também defendeu regras públicas para acompanhar o desenvolvimento dos sistemas. Segundo ele, a autorregulação das empresas não seria suficiente para lidar com todos os riscos.

A discussão ocorre enquanto empresas de tecnologia ampliam o uso de sistemas capazes de executar tarefas com menor supervisão humana. Esses recursos aumentam a necessidade de testes e controles antes da aplicação em situações de maior impacto.

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O que Bill Gates defende para a tecnologia

Gates defende a criação de salvaguardas além das regras adotadas pelas próprias empresas. Para ele, governos precisam participar da definição de limites para sistemas cada vez mais avançados.

O posicionamento ocorre em meio a propostas que buscam estabelecer critérios para avaliar riscos da inteligência artificial. Nos Estados Unidos, projetos apresentados ao Congresso tratam de segurança, avaliação e gerenciamento desses sistemas.

O NIST, órgão do governo americano ligado a padrões e tecnologia, mantém um modelo próprio para ajudar organizações a identificar e administrar riscos relacionados à IA. O framework inclui etapas de avaliação, medição e gerenciamento dos riscos.

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Modelo do NIST prevê avaliação de riscos

O modelo do NIST não funciona como uma lei obrigatória. A instituição define o sistema como voluntário e voltado para organizações que desenvolvem, utilizam ou avaliam ferramentas de inteligência artificial.

Em 2026, o órgão também avançou em uma estrutura para avaliar sistemas de IA em aplicações reais. A proposta inclui modelos de linguagem, sistemas multimodais e agentes capazes de executar tarefas.

Debate sobre leis para inteligência artificial aumenta

A defesa de novas regras ocorre em um momento de disputa sobre como governos devem acompanhar o setor. Parte dos representantes da indústria e autoridades discute mecanismos de segurança sem interromper o desenvolvimento tecnológico.

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O Congresso americano já registra diferentes propostas relacionadas ao tema. Entre elas estão medidas para criar padrões de gerenciamento de riscos e regras para determinados usos de sistemas automatizados.

O registro oficial também mostra propostas voltadas ao acompanhamento de incidentes de segurança envolvendo inteligência artificial. Outra frente trata de sistemas usados por menores de idade e de proteção de dados.

Bill Gates também afirmou que pretende conversar com Donald Trump sobre o assunto. A discussão inclui a necessidade de criar mecanismos de proteção sem impedir o desenvolvimento de novas aplicações.

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O debate deve continuar à medida que sistemas mais autônomos chegam ao mercado. Para o NIST, a avaliação precisa considerar segurança, transparência, privacidade e outros aspectos durante o desenvolvimento e o uso da tecnologia.

As declarações de Bill Gates colocam novamente a segurança da inteligência artificial no centro da discussão internacional. Ao mesmo tempo, governos e instituições seguem estudando formas de medir riscos e estabelecer parâmetros para o uso desses sistemas.