‘Bola nas costas’ de Simone: Marcio Pochmann é indicado para presidência do IBGE

Ministra do Planejamento, ao qual o órgão está vinculado, Tebet afirmou que a presidência do Instituto não era alvo de conversas entre ela e Lula

PSB destacou a chegada de Tebet como um reforço estratégico, exaltando a experiência, capacidade de diálogo e compromisso democrático

Simone Tebet | Portal da Confederação Nacional da Indústria

Foi assim considerada pela opinião pública, a indicação de Marcio Pochmann para a presidência do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Mas ela se saiu com elegância ao dar satisfação à imprensa, depois de reunião com ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), mesmo depois de em entrevista à repórter e colunista Miriam Leitão ter dito que a presidência do Instituto não era alvo de conversas entre ela e Lula (PT), até porque a atual gestão precisava entregar o censo 2022. Simone Tebet (MDB), ministra do Planejamento, ao qual o órgão está vinculado, declarou que o que ela não sabia, era o nome, e que não deixaria de atender a um pedido do presidente.

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Pisada de bola

E quem ficou mal com essa história foi o ministro das Comunicações, Paulo Pimenta (PT), que foi quem revelou o nome de Pochmann, em off. A declaração foi dada após reunião do ministro com Lula, na quarta-feira (26). É que o nome do ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) não é consenso nem entre os petistas. Ficou feio ter saído na frente de Tebet e anunciado um nome que nem ela nem sabia qual era, horas depois da entrevista na Globonews, desmentindo-a. Já é a segunda de Pimenta nessas movimentações governamentais, será que ele fica?

Perto dos mandantes

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Outro que está em alta é o ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB). Depois de cinco anos conseguiu dar o devido andamento ao caso dos assassinatos da ex-vereadora carioca, Marielle Franco, e seu motorista, Anderson Gomes, em março de 2018. Os dois foram alvejados por tiros de fuzil, em praça pública, acredita-se, por disputa territorial. Marielle era uma voz que ecoava alto em prol das comunidades do Rio de Janeiro, tão vilipendiadas pelo tráfico e por milícias. Um presente para a família da ex-vereadora, que neste ano completaria 44 anos.

Espaço para partidos

Em sua live semanal, “Conversa com o Presidente”, Lula voltou a falar que não conversa com centrão, mas sim com os partidos. O presidente quer, primeiramente, PP e Republicanos no governo, mas está costurando as coisas de tal forma que não dê a Arthur Lira (PP-AL) o protagonismo da mediação. Durante a edição desta semana, Lula falou ainda sobre a intensa agenda de reuniões internacionais e sobre o problema de saúde que está enfrentando, dores crônicas no quadril.

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Marcando posição

É assim que Arthur Lira pretende atrair para si os holofotes, já que o governo não quer comprar briga com o seu berço partidário, os sindicatos. Em evento na segunda-feira (24), o presidente da Câmara afirmou para empresários, em São Paulo, que a reforma administrativa está pronta para ir a Plenário e que é o próximo desafio da Casa. Lira prometeu encaminhar a PEC 32/2020 à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) na segunda semana de agosto.


Artroplastia só em outubro

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É quando Lula pretende resolver definitivamente o problema das dores provocadas pelo desgaste da cartilagem que reveste a articulação do fêmur. O presidente afirmou que ele já carrega o problema há anos, mas que ultimamente tem ficado extremamente mau humorado e que deixar de fazer sua esteira tem o deixado bastante chateado. Os médicos já avisaram que apenas a cirurgia resolverá o problema, mas como um jogador que não quer sair da partida, em função da agenda, vai deixar a cirurgia para outubro. Por enquanto, apenas nesta semana, se submeteu a duas infiltrações para amenizar o problema. Desde quarta-feira, está em ritmo moderado, trabalhando direto do Palácio da Alvorada (sede residencial).