Depois do ‘cachimbo da paz’, calmaria!

A semana está começando em paz, pelos braços dados das Forças e pela liberdade provisória de Mauro Cid

Lula insiste no fato de sermos uma só nação, por isto precisamos estar de braços dados

Lula insiste no fato de sermos uma só nação, por isto precisamos estar de braços dados | Ricardo Stuckert/PR

Com a harmonia promovida pelo clima do desfile de 7 de setembro, parece que o presidente Luiz Inácio Lula (PT) está no caminho de obter a paz que tanto almeja, apesar das pressões. Mesmo que ainda haja rusgas, mesmo que ainda haja combates que tem ido além dos que ocorrem entre os homens. 

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É que estamos também tendo que enfrentar as fúrias da natureza brasileira, e em diversas partes do mundo. Falando de Brasil, o Rio Grande do Sul se ressentiu da ausência de Lula na que foi a maior tragédia da localidade nas últimas décadas. Eduardo Leite (PSDB-RS) preferiu não politizar a questão e se disse satisfeito com o apoio em nível nacional.

“Deitado em berço esplêndido”

E se realmente quiser continuar em paz, Lula poderia recorrer aos conselhos das avós, “fale menos, escute mais”. Falar sobre assuntos internacionais os quais ele não domina, pode trazer o burburinho pelo qual as redes sociais oposicionistas estão esperando para voltar a bater panelas por aí. Ainda bem que pôde finalizar sua dúbia argumentação com a fala de que quem prende é a justiça.

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E sobre as questões internas, também é preciso ter cautela. Porque para aqueles que acham que Lula fez muito barulho para pouca reforma, se esquecem que mais do que alocar André Fufuca (PP- MA) e Sílvio Costa Filho (Republicanos-PE), Lula conseguiu dar uma quebrada no time adversário. A inteligência estará agora em acolher os dissidentes.

Então, com a já aceitação dos militares de colocarem cada personagem em sua caixinha; militar não é político; militar que cometeu crime civil responderá em ambiente civil; deixemos Bolsonaros, Cids e seus asseclas aos cuidados da Polícia Federal (PF) e coordenação do ministro Flávio Dino.

E mais, nesta quarta-feira (13), o Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar ações penais dos atos de 8 de janeiro. Serão quatro os crimes, associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

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Além do presidencialismo de coalizão, Lula e sua base deveriam estar também interessados num “cachimbo da paz” com o Legislativo. Literalmente baixando a fervura das discussões nas comissões e Plenários. Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, prometeu que nesta semana quer votar os relatórios da minirreforma eleitoral e da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Apostas.

E com o fim dos trabalhos na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), os parlamentares estão com foco nos agentes de segurança pública e nos militares, os que estiveram presentes, e os que não estiveram. Nesta semana a oitiva é com a ex-subsecretária de Inteligência da Segurança do DF, Marília Ferreira Alencar. Como o presidente da Comissão, Arthur Maia, já declarou que não há a mínima necessidade para que os trabalhos se estendam para além de 17 de outubro, resta à relatora Eliziane Gama (PSD-MA), depois de três intensos meses de trabalho, marcar a apresentação do relatório apontando a omissão das Forças.

No Senado Federal, para além das revisões das pautas devolvidas pela Câmara, como a Desoneração da Folha, Arcabouço Fiscal e Reforma Tributária que estarão em discussão, pautas ambientais também entrarão em cena. Marina Silva irá à Comissão de Infraestrutura (CI) para discutir o lançamento do petróleo no Amapá. Para auxiliar nas calamidades públicas, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) pode votar a destinação desses recursos para essas causas. Já a CPI das ONGs ouvirá o superintendente da Fundação Amazônia Sustentável (FAS) sobre a utilização de recursos estrangeiros. 

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Por fim, consultorias do Senado já estão se reunindo para resumir a proposta do Orçamento 2024.