Mulher forte do governo Lula, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, não deve mesmo sair do governo nessa “mini” reforma ministerial. Lula já tinha dito que o ministério da Saúde, e outros, não estavam em jogo nas negociações pela governabilidade, e reforçou na volta do encontro que reuniu países da Comunidade de Estados Latinos Americanos e Caribenhos (Celac) e União Europia (UE) em Bruxelas. Depois de tempos de inações no MS, Nísia é considerada o nome certo para a Pasta para colocar as coisas nos trilhos. E conta com o apoio de Janja, a primeira dama. A ministra será a entrevistada na live de Rosângela Silva nas redes sociais da próxima semana. Nísia não possui filiação partidária. A conferir!
Mudança de estrutura
Sem a mesma blindagem, Wellington Dias (PI-PT) se vê correndo o risco de deixar de ser o ministro do Desenvolvimento Social. É o voraz apetite do Centrão, mais especificamente do PP, que diz ter feito muitas entregas nas votações no Legislativo, e quer um ministério com alta capilaridade. PT se recusa a entregar o ministério, e Lula ainda está em silêncio sobre. Sobram especulações da opinião pública. Mas fato é que Wellington pegou mais uma terra arrasada, e afora as críticas de sua gestão, não há o que se falar do trabalho do ministro.
Mulheres no poder
Há uma grande preocupação sobre a investida do Centrão contra as mulheres nessa “mini” reforma ministerial. Elas são o alvo, e cabe a Lula decidir se abrirá mão da paridade de gênero prometida à Simone Tebet, ministra do Planejamento. Luciana Santos, ministra da Ciência e Tecnologia deve mesmo deixar a Pasta. Ana Moser, dos Esportes, não se sabe, e Rita Serrano não deve ficar na Caixa. O Centrão não tem mulheres para indicar, como nós, mulheres, ficaremos?
“Expressão positiva”
Em entrevista à imprensa, o novo ministro do Turismo, ainda não empossado, o deputado Celso Sabino (União-PA), declarou que o Centrão está virando “expressão positiva”, pois, como pêndulo, tem a capacidade de melhorar o diálogo entre Executivo e Legislativo. “Há uma mudança de percepção da sociedade”, disse o ministro. Resta saber, agora, se André Fufuca (PP-MA) e Sílvio Costa Filho (Republicanos-PE), serão ministros de Lula nas pastas do MDS e de Esportes, como requisitam.
Fogo amigo
Porém o maior desafio de Lula é o próprio partido. É que o PT não aceita entregar os ministérios, considerando-os vitais para o projeto do governo. As pastas pedidas pelo Centrão são muito caras ao partido. Cabe ao presidente Lula confirmar, o que ainda é especulação em Brasília. Será que o partido vai dar uma folga para Luiz Inácio Lula da Silva? As apostas dizem que não.
Não faça o “L”
Foi o recado de Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, para quem quiser continuar no partido. “È necessário comungar dos valores do partido”, disse Valdemar nas redes sociais. Ele pretede expulsar do partido o deputado Yuri do Paredão (PL-CE) após ele ter feito o “L”em fotos durante um evento em que Yuri posa em fotos ao lado de ministros do governo Lula na quinta-feira (13), em Pernambuco. Após reunião com Valdemar, Yuri disse que a foto foi normal, e que não quer sair do partido, mas não estar em comunhão com o ex-presidente Jair Bolsonaro é falta grave para o PL, diz o presidente. Embora ele (Valdemar) já tenha reconhecido que partidos do Nordeste necessitem, sobremaneira, do governo federal.
