Executivo e Legislativo buscam não se enrolar

Pauta é de interesse de ambos os poderes, pois a renegociação de dívidas pessoais movimenta a economia como um todo

O relator acredita que nas negociações "ainda há muita gordura a ser retirada", disse Cunha

O relator acredita que nas negociações "ainda há muita gordura a ser retirada", disse Cunha | Waldemir Barreto/Agência Senado

Está marcada para às 16h, desta segunda-feira (2), a sessão híbrida em que os senadores vão discutir a Medida Provisória (MP) Desenrola Brasil – o projeto foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) na semana anterior. Rodrigo Pacheco (PSD-MG) não quer ficar para trás, já que a câmara fez o que pode e o que não pode para que o executivo não perdesse o prazo da medida provisória.

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No senado, a MP do Desenrola – que caduca hoje – está sendo relatado pelo senador Rodrigo Cunha (Podemos-AL). Tanto Executivo, quanto Legislativo, tem certeza de que limpar o nome dos endividados em caso de dívidas pessoais fará a economia girar.

Arco e violino

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Assim está sendo vista a parceria de Arthur Lira (PP-AL) e Fernando Haddad (PT). Na última quinta-feira (27), eles estiveram juntos para realizar ajustes no texto, como a questão daqueles endividados no Fundo de Financiamento Estudantil (FIES). 

Este endividamento atinge mais de um milhão de pessoas que optaram por essa opção de crédito. Outra questão que envolve a mais alguns milhões de brasileiros (mais de 40% da população) e que é alvo da MP é a fixação do juro no cartão de crédito. Segundo o relator

“O que não podemos é ter juros exorbitantes e abusivos em cima da parte mais vulnerável da população”, declarou Cunha à imprensa. Sem contar a parcela da população que também está abarcada pelo Desenrola, que são os devedores de serviços públicos como tratamento de água e esgoto, também cerca de 40% da população.

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Também é necessário cuidar para que o projeto não volte para a Câmara. Mas o relator se considera um grande articulista e não está preocupado, já que há disposição dos negociadores em dar descontos de até 80%. O presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), já fez sua parte ao apensar a medida na CAE, garantindo o funcionamento do programa como lei, em vigor até dezembro de 2023.