Investigações no DF ligam filho de Bolsonaro ao caso das joias

Jair Renan Bolsonaro

Jair Renan Bolsonaro | Reprodução

O que teria a ver o filho mais novo de Jair Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro, com o caso das joias sauditas? É o que quer descobrir a Polícia Federal (PF) e a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI). Mas, antes, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) divulgou as andanças do 04 em investigações sobre esquemas de lavagem de dinheiro e associação criminosa. Um megaesquema do Departamento de Combate à Corrupção da Polícia do DF que investiga fraudes. E nunca antes na história do Brasil um dito popular teve tanto significado: “Diga-me com quem andas e te direi quem és!”. Jair Renan Bolsonaro não é o principal alvo da investigação que prendeu Maciel Carvalho, amigo do filho do ex-presidente e instrutor de tiro, que tem como foragido Eduardo Alves dos Santos, e investiga ainda Marcos Aurélio Rodrigues dos Santos. Jair Renan disse estar “tranquilo” com a operação, mas teve seus imóveis em Balneário Camboriú (SC) e em Brasília invadidos pela PCDF nesta quinta-feira (24). As investigações apontam que o grupo agia utilizando laranjas para se livrar de responsabilidades perante órgãos públicos. Maciel Carvalho tinha dez CPFs.

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Só com autorização do PR

E tem mais para Jair Renan Bolsonaro, que também pode vir a ser alvo da CPMI. Isso porque, em meio aos e-mails que estão sendo investigados pela Comissão, tinha o de número 47, com a seguinte redação: “Presentes retirados pelo Renan: A Marjore da GADH informou que, quando o Renan vier buscar presentes, ele deverá selecionar e informar quais quer levar. O GADH irá informar o Ch de Gabinete PR quais presentes (sic) foram selecionados que despachará com o PR. Só depois de autorizado pelo PR o Renan poderá retirar os presentes (sic)…”. Os membros da base governista da CPMI desconfiam que, entre as retiradas, joias poderiam estar nos pacotes, já que o ex-ajudante de Ordens, Osmar Crivelatti, e o ourives Adriano Alves Teperino, investigados pela PF na operação das joias, estão entre os destinatários do e-mail enviado em 6 de julho do ano passado.

Boa fé ou esperteza?

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O casal Jair e Michelle Bolsonaro, também em tom de tranquilidade, disponibilizou suas movimentações bancárias ao ministro Alexandre de Moraes, do STF. Moraes havia determinado a quebra de sigilo na sexta-feira (18). Bolsonaro pede sigilo de seus dados, o que deve ser concedido, mas pelos bastidores em Brasília é ruído alto que se as operações seriam sempre em dinheiro vivo, se até as mensalidades escolares eram pagas em dinheiro, o que é que esses extratos vão mostrar, retiradas periódicas? Mas o trabalho de investigação não se limita a analisar os extratos, mas sim realizar cruzamentos que podem trazer muitas respostas. Então, Jair, não dá para ficar “tranquilão”, não, hein?

Operação tapa-buracos 

É a crença de parlamentares de esquerda e também de aliados de Jair sobre as manobras da defesa do ex-presidente, como esta da entrega dos extratos. Líderes do Centrão já afirmam por Brasília que a família Bolsonaro, que nunca quis criar vínculos com seus pares, já era. “Bolsonaro apenas protegeu os seus”, afirmou um desses líderes. E agora o sangramento que gotejava anda escorrendo em maior volume. Em outra frente, alegando que a legislação não era clara, a defesa pede as joias de volta para o ex-presidente. Sem chances para muitos analistas, já que o Tribunal de Contas da União (TCU) já possui entendimento formado. A entrada de Jair Renan na história aumenta aquilo que será o maior algoz de seu pai, aumenta a ferida, a corrupção!

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“Um conservador que vai ficar por lá 27 anos…”

A esquerda mais radical não está nada feliz com a primeira participação de peso do ministro Cristiano Zanin no STF e partiu pra cima do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, que a contragosto de muitos esquerdistas indicou seu ex-advogado. Zanin votou contra a descriminalização da maconha no julgamento da Corte nesta semana. Segundo o ministro, há “problemas jurídicos” na proposta. E sobrou para a Lula as críticas. Uma das de maior repercussão foi a do empresário e influenciador digital Felipe Neto. O comentário de Neto foi precedido da explicação de que sempre havia se preocupado com a indicação de Lula, pois Zanin é claramente um conservador e o influenciador pertence à banda dos progressistas. “Onde estão os posicionamentos deste homem? Qual a sua visão de mundo?”, questionou Neto, que fez campanha para Lula em 2022.

Sopa de letrinhas

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O ingresso de seis países na Cúpula dos Brics preocupou jornalistas e profissionais que creditam reportagens. Mas por pouco tempo. A cúpula aceitou a adesão e denominou o grupo, a partir de agora, de Brics+. Na última quinta-feira (24), Cyril Ramaphosa, presidente da África do Sul, anfitrião da 15ª Cúpula do Bloco, anunciou que se juntam a Brasil, a Rússia, a Índia, a China e a África do Sul: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Argentina, Egito, Irã e Etiópia. O convite foi anunciado em meio a outras resoluções no encerramento do evento, em Joanesburgo. Os países se tornarão membros plenos a partir de 1º de janeiro de 2024.

Centrão conformado

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), teria escutado um desabafo do presidente da República vindo lá de outros mares. É que circula a informação de que Lula não está muito confortável em fazer essa reforma ministerial agora. Desejava ao menos concluir seu primeiro ano de mandato, e teria verbalizado isso a interlocutores na Cúpula dos BRICS, na África do Sul. Daqui do Brasil, Lira teria respondido que, pode ser que seja melhor do que fazer uma mexida de qualquer jeito agora. Outros pares, também se mostram conformados de que Lula parece que só acomodará o Centrão em seu governo lá para dezembro mesmo.

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“Quando os que comem ficarem indignados…”

“… pelas pessoas que não comem…”, não é sobre “milhões de crianças que vão dormir toda noite sem ter um copo de leite pra tomar. E não é porque não tem leite, não é porque não tem comida. É porque não tem dinheiro, porque a concentração de riqueza tem aumentado a cada dia que passa”. Foi a declaração de Lula na visita a Angola. O presidente permanecerá no continente africano para estreitar relações rompidas pelo governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Lula foi agraciado com a Ordem Dr. Antônio Agostinho Neto nesta sexta-feira (25), em Luanda. A honraria lembra a luta do líder político pela independência de Angola. Foi entregue por João Manuel Lourenço, presidente angolano. Muito orgulhoso pela cinqüentenária trajetória política, Lula declarou: “Vou carregar essa medalha com o compromisso de que quem tem uma causa não pode parar de lutar”, afirmou o presidente. E para ganhar a luta, comida para os que não comem é um passo essencial. E nada mais justo do que a reaproximação com a África comece por Angola, que envia para cá tantos cidadãos, e que recebe tantos brasileiros (Com colaboração da Agência Brasil).