Enquanto os delírios esquizofrênicos do presidente Jair Bolsonaro desperdiçam a energia e esforços dos poderes Legislativo e Judiciário, o brasileiro segue desamparado, desempregado e com contas a pagar.
Após quase três décadas de voto na urna eletrônica, estamos retrocedendo para a ideia do voto impresso. Como se não bastasse a falta de propósito da ação, o País vivencia a pior crise da história, com quase 14 milhões de desempregos, expectativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) pífia, mais de 500 mil mortes pela pandemia, e uma máquina pública endividada.
Qualquer cidadão deste País é capaz de dizer neste momento quais são as prioridades para a recuperação da crise, e, como não custa lembrar, a pauta do momento é vacinar toda a população para recuperar a economia, diminuir o desemprego e promover urgente uma reforma tributária e política.
Porém, estamos discutindo, por pressão e ameaça do atual presidente, um método de votação já institucionalizado no Brasil e aprovado pela população, governo, empresários e pelas três esferas do poder. Repetindo: usamos as urnas eletrônicas há 25 anos. É um impropério o voto ser pauta durante tamanha crise que o País atravessa.
Mesmo a proposta sendo rejeitada pela comissão especial criada na Câmara para debater o assunto, Bolsonaro continua distribuindo indiretas, intimidações e gerando uma crise constitucional inoportuna. Ou oportuna somente para o próprio presidente que, segundo seus críticos, não está preocupado com a segurança do voto e sim deseja lançar desconfianças sobre o sistema eletrônico para contestar o resultado das eleições caso não consiga se reeleger em 2022.
O presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), já disse que o tema, mesmo rejeitado, voltará ao debate na Casa. Segundo o site da própria Câmara, ” o Poder Legislativo cumpre papel imprescindível para o País, pois desempenha três funções primordiais para a consolidação da democracia: representar o povo brasileiro, legislar sobre os assuntos de interesse nacional e fiscalizar a aplicação dos recursos públicos”.
Porém, temos 513 deputados debruçados sobre um tema que não representa nenhuma melhoria na vida do brasileiro.
