Justiça concede habeas corpus e Buzeira deve deixar a prisão após investigação da Operação Narco Bet

Em junho, um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa havia sido negado pelo STJ

Influenciador Bruno Alexssander, ou Buzeira, é o 4º maior doador. /Fotos: Reprodução/Redes sociais

Segundo a Polícia Federal, Buzeira teria recebido R$ 19,7 milhões de Rodrigo Morgado, apontado nas investigações como líder de uma organização criminosa/Reprodução/Redes sociais

O influenciador Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira, deve deixar a prisão após a Justiça conceder o pedido de habeas corpus apresentado por sua defesa. Ele está preso desde outubro de 2025, quando foi detido durante a Operação Narco Bet, investigação da Polícia Federal sobre um esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao tráfico internacional de drogas e ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

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A informação foi divulgada pelo advogado Eugênio Malavasi, que publicou um vídeo nas redes sociais anunciando a decisão.

“A defesa de Buzeira vem a público informar a concessão de duas ordens de habeas corpus […] para restabelecimento da liberdade do Buzeira”, afirmou o advogado.

A esposa do influenciador, Hillary Yamashiro, também comemorou a decisão nas redes sociais. “Liberdadeeee! Obrigada, Jesus”, escreveu.

Defesa já havia contestado prisão de Buzeira

Em junho, um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa havia sido negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na ocasião, os advogados questionaram a legalidade da prisão e afirmaram não haver elementos que comprovassem a participação do influenciador no esquema investigado.

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A defesa também sustentava que a liberdade de Buzeira não representaria risco para as investigações.

A nova decisão judicial permite que o influenciador deixe a prisão, após meses detido. As circunstâncias e eventuais condições impostas para a liberdade deverão ser observadas pela defesa.

Buzeira é investigado na Operação Narco Bet

Segundo a Polícia Federal, Buzeira teria recebido R$ 19,7 milhões de Rodrigo Morgado, apontado nas investigações como líder de uma organização criminosa e investigado pelo envio de cerca de três toneladas de cocaína para a Europa.

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O valor teria sido depositado na conta da empresa do influenciador, a Buzeira Digital. Para a investigação, o influenciador teria sido utilizado como uma espécie de fachada para movimentações financeiras relacionadas ao esquema, por meio de apostas e rifas online apresentadas como promoções e sorteios.

Durante uma operação de busca na residência de Buzeira, em um condomínio de alto padrão em Igaratá, no interior de São Paulo, agentes encontraram diversas armas e equipamentos. Entre os itens apreendidos estavam fuzis, pistolas, revólveres, munições, carregadores, radiocomunicadores e roupas táticas.

A PF também encontrou duas pedras brutas no imóvel. A investigação levantou a suspeita de que o material pudesse ser relacionado a esmeraldas avaliadas em cerca de R$ 1,7 bilhão, que teriam sido adquiridas para ocultar recursos de origem criminosa.

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As acusações fazem parte da investigação e ainda serão analisadas pela Justiça. A defesa de Buzeira contesta as suspeitas e sustenta a ausência de elementos que comprovem seu envolvimento no esquema.