Febre maculosa em SP exige cuidado; saiba quais áreas aumentam o risco de contato com carrapatos 

Carrapatos infectados podem transmitir a doença, e reconhecer uma possível exposição ajuda na busca rápida por atendimento. 

Carrapato é o principal transmissor da febre maculosa, doença que exige atenção em áreas de risco. (Foto: Reprodução/Dreams Time)

A febre maculosa voltou a preocupar autoridades de saúde em São Paulo por causa das mortes registradas no Estado. Embora seja uma doença rara, ela pode apresentar alta letalidade e exige atenção principalmente de quem frequenta áreas onde há carrapatos e animais hospedeiros.

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Os óbitos mencionados pela Secretaria de Estado da Saúde estão concentrados em regiões como Piracicaba, Americana, Sorocaba, Campinas, São José dos Campos, Santo André e São Bernardo do Campo. Mesmo sem registros neste ano no Alto Tietê, o risco permanece para pessoas que circulam por áreas rurais, sítios, trilhas e regiões de mata.

Transmissão ocorre pela picada

A doença é causada pela bactéria Rickettsia rickettsii e transmitida principalmente pela picada de carrapatos infectados do gênero Amblyomma. A febre maculosa não passa diretamente de uma pessoa para outra.

O contato com o carrapato pode acontecer em áreas de vegetação, margens de rios e outros ambientes frequentados por animais que servem como hospedeiros. O problema está também no diagnóstico: os primeiros sinais podem se parecer com os de outras enfermidades.

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Febre, dor de cabeça e dores no corpo estão entre os sintomas iniciais. Por isso, uma possível exposição a carrapatos pode fazer diferença na avaliação médica e na identificação precoce da doença.

Como reduzir o risco

Quem precisar frequentar áreas de mata, trilhas, parques ou locais com animais hospedeiros pode adotar medidas simples para diminuir o contato com carrapatos.

O uso de roupas claras facilita a identificação dos animais. Também são recomendados calça comprida, meias e calçados fechados. Durante e depois da permanência nesses ambientes, é importante verificar o corpo e as roupas.

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Se um carrapato for encontrado preso ao corpo, a orientação apresentada pelo especialista é retirá-lo o mais rapidamente possível com uma pinça, evitando esmagá-lo.

Para os animais domésticos, também é recomendado evitar o livre acesso a áreas de mata e manter o controle de carrapatos com orientação de um médico-veterinário.

Sintomas exigem atenção

Os primeiros sintomas podem aparecer entre dois e 14 dias depois da picada. Por isso, uma pessoa que esteve em uma área de risco e posteriormente apresentar febre, dor de cabeça ou dores pelo corpo deve procurar atendimento médico.

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Ao chegar ao serviço de saúde, informar que houve contato com uma área onde existiam carrapatos pode ajudar o profissional a considerar a possibilidade de febre maculosa e iniciar rapidamente a conduta adequada.

Encontrar um carrapato não significa, por si só, que a pessoa desenvolverá a doença. Ainda assim, o aparecimento de sintomas depois de uma possível exposição merece avaliação médica.

A prevenção também passa pelo ambiente. Manter grama e vegetação aparadas, retirar excesso de folhas e matéria orgânica, acompanhar áreas consideradas de risco e controlar carrapatos nos animais domésticos são medidas citadas para reduzir a presença desses vetores.