Governo de SP pretende contratar 150 mil horas de atendimento psicológico presencial para escolas

Após o fim do contrato com a empresa que fornecia sessões de terapia online, um novo processo está em fase de cotação de preços

Os resultados revelam que a violência nessas áreas não só afeta negativamente as notas de matemática e português dos alunos, mas também contribui para o aumento da taxa de desistência escolar

Uma lei federal de 2019 determina que as redes públicas de educação básica tenham serviços de psicologia | Robson Ventura/Folhapress

As escolas da rede estadual de São Paulo estão sem atendimento psicológico para alunos e professores desde o fim do mês passado, e o serviço só deve voltar em maio. O governo encerrou no dia 25 de fevereiro o contrato com a empresa que fornecia sessões de terapia online, e um novo processo está em fase de cotação de preços. A intenção, segundo anunciou o secretário da Educação, Renato Feder, é contratar 150 mil horas de atendimento psicológico presencial. Uma lei federal de 2019 determina que “as redes públicas de educação básica” tenham “serviços de psicologia e de serviço social para atender às necessidades e prioridades definidas pelas políticas de educação”. A secretaria informou que considera “fundamental o cuidado com a saúde mental”. Disse ainda que o formato do programa “foi repensado” e será presencial neste ano. A recomendação para esse período em que não há atendimento, diz o governo, é que as escolas procurem os serviços de saúde, como os Caps (Centros de Atenção Psicossocial), e ONGs parceiras, como a Ame sua Mente e o Instituto Mapfre. 

Descarte de lixo em SP

Os vereadores da cidade de São Paulo convergem sobre o projeto de lei que aumenta o valor da multa para descarte irregular de lixo. O valor mínimo do pagamento era de R$ 500, mas passou para R$ 3.000, podendo chegar a R$ 30 mil. O descarte irregular de lixo acarreta inúmeros problemas como a proliferação de doenças, contaminação das águas e entupimento de bueiros, o que facilita alagamentos pela cidade. De acordo com a Secretaria de Limpeza Urbana, em 2020 foram registrados 76 mil toneladas de lixo jogado fora de maneira irregular na capital paulista. Segundo a prefeitura, há mais de 1.850 locais de descarte irregular na capital paulista. E não são apenas pessoas que jogam o lixo de forma errada, mas também empresas. O projeto de lei da prefeitura aguarda sanção do prefeito Ricardo Nunes (MDB).

Extinção do contrato de privatização 

O MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo) informou que encerrou todas as negociações de acordos com a ViaMobilidade – empresa vencedora da concessão das linhas 8 e 9 da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) – e decidiu “tomar as providências necessárias” para a extinção do contrato de privatização. De acordo com o promotor de Justiça Silvio Marques, as ações do MP não podem ser detalhadas agora e serão conhecidas em até 15 dias. “Encerramos as negociações com a empresa, não vamos assinar qualquer tipo de acordo com a ViaMobilidade, porque nós já tivemos muitas conversas e eles disseram que iam resolver os problemas e não resolveram”, disse.

Gazeta SP na Rádio Trianon

De segunda à sexta-feira, das 8h00 as 11h00, pela Rádio Trianon AM 740 e Rádio Universal AM 810 (Santos), o repórter Bruno Hoffmann comenta as notícias que são destaques na Gazeta SP e Diário do Litoral. 

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