Cracolândia: para paulistanos, Prefeitura deve criar políticas públicas na região

Combate ao tráfico e a criação de políticas públicas são as principais medidas a serem adotadas na região, opina o paulistano Por Estadão Conteúdo

O combate ao tráfico de drogas e a criação de políticas públicas são, na opinião do paulistano, as principais medidas a serem adotadas na Cracolândia, na região central da capital paulista. O diagnóstico é resultado de pesquisa Ibope, encomendada pela Rede Nossa São Paulo, sobre temas relacionados à assistência social na cidade.

Dos entrevistados, o combate ao tráfico foi mencionado por 59% como principal medida a ser adotada na Cracolândia. A segunda ação mais mencionada foi o desenvolvimento conjunto de políticas públicas, envolvendo áreas da saúde, segurança, assistência social, educação, trabalho e renda.

A terceira colocada (43%) entre as medidas mais citadas foi a construção de unidades de saúde especializadas para atender exclusivamente aos usuários de drogas. Foram entrevistadas 800 pessoas entre os dias 5 e 22 de abril.

O incentivo à criação de projetos sociais de apoio aos usuários de drogas é visto por 33% como ação importante para a região da Cracolândia. Para 27%, a Prefeitura de São Paulo deveria fazer parceria com o governo estadual para intensificar a ação da polícia e cuidar das famílias que residem na área e precisam conviver com o tráfico e os usuários de drogas.

Dos entrevistados, 23% apontam que deve haver incentivo à instalação de empresas, comércios e centros culturais no local. E outros 23% defendem o uso das Forças Armadas para o combate ao tráfico e ao consumo de drogas na região.

Drogas

Em maio, o jornal “O Estado de S. Paulo” apurou que um ano após ser alvo de uma megaoperação policial, a Cracolândia resiste, com o fluxo espalhado pelo centro de São Paulo. No “quadrilátero da droga”, porém, o cenário mudou: usuários dividem território com espigões residenciais de 17 andares, recém-construídos. Com obras, desapropriações e demolições em andamento, frequentadores e moradores vivem clima de incerteza – e o acirramento da tensão tem provocado conflitos com guardas-civis e policiais, e até invasões nos novos prédios.

Pontos de droga

Levantamento inédito do Departamento Estadual de Narcóticos (Denarc) aponta que há ao menos 275 pontos de venda de droga no varejo na cidade de São Paulo.

O mapeamento indica, ainda, que o crack se disseminou e já é vendido em cerca de 80% das biqueiras – como são chamados os locais de tráfico. Com a expansão do comércio, a Polícia Civil agora também mira as áreas denominadas de minicracolândias e planeja operações.