MP-SP denuncia 43 pessoas por tráfico no Vale do Ribeira

Parte dos denunciados pertenceria ao Primeiro Comando da Capital (PCC), enquanto os demais seriam afiliados a outros grupos da região Da Reportagem De São Paulo

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou 43 pessoas nesta terça-feira por tráfico de drogas e associação criminosa no Vale do Ribeira. Segundo a investigação, parte dos denunciados pertenceria ao Primeiro Comando da Capital (PCC), enquanto os demais venderiam drogas na região afiliados a outros grupos.

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As denúncias fazem parte da operação Perseus, da promotoria de Cananeia e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Santos, que identificou, desde fevereiro de 2017, as estratégias de planos de expansão do PCC pelo País.

Uma das apurações apontou o Vale do Ribeira, no sul do estado de São Paulo, como região estratégica para o controle dos pontos de venda de drogas. Um dos receios da facção, segundo interceptações telefônicas, era a chegada da rival FDN (Família do Norte) naquela região.

A ameaça de invasão da FDN em São Paulo não foi, porém, o principal motivo para a expansão do PCC na região, mas parte da estratégia da organização criminosa para aumentar sua rede de atuação, segundo os investigadores.

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A investigação teve início a partir de dois traficantes presos. Ao longo do primeiro ano, 12 pessoas foram presas em flagrantes ou prisões preventivas. Nesta terça-feira, outros 15 foram detidos. No dia 26 de julho, um homem acusado de ser o braço direito do chefe do PCC na região também já havia sido detido pela mesma operação. Ainda há 15 foragidos.

Um promotor afirmou que há dois perfis de traficantes na região do Vale do Ribeira. Os chamados de “raízes de quebrada”, que, apesar de não pertencerem ao PCC, atuam no local há muitos anos e os integrantes da facção criminosa, que tentaram comprar os pontos de tráfico locais ou tomá-los à força.

Entre os presos pela operação, estão Fabiano Robson dos Santos Freitas, 34, apelidado de Fênix, chefe da facção no Vale do Ribeira e que prestava apoio à facção na Baixada Santista, e Diego da Luz Barbosa, 35, o Da Hui, acusado de aplicar as punições determinadas pela cúpula do PCC na Praia Grande.

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Além deles, outros dois acusados de serem aliados diretos de Fênix também foram presos: Fábio Henrique Etinge, 44, o Palhaço, que estava foragido havia 12 anos. Apesar de não ser batizado no PCC, ele era sócio de Fênix em pontos de venda de drogas, morava em Santos e vivia com documentos falsos.

Outro aliado de Fênix preso a partir da investigação é Alais Vinícius dos Santos Silva, 31, o Neguinho, acusado pela Promotoria de ser o braço direito de Fabiano Freitas na gestão do tráfico de drogas na Ilha Comprida, no litoral de São Paulo.

Interceptações telefônicas apontam que Fênix era o responsável por promover os batismos. Além disso, ele foi avisado por integrantes do PCC de que havia a suspeita de que membros da facção criminosa FDN (Família do Norte) estariam infiltrados em cidades do Vale do Ribeira, sob responsabilidade de Fênix.