Acusado de estupro, Cristiano Ronaldo diz ter a consciência tranquila

O jogador voltou a negar em suas redes sociais as acusações de que teria estuprado a americana Kathryn Mayora em um hotel de Las Vegas em 2009 Por Folhapress De São Paulo

Cristiano Ronaldo, jogador da Juventus, voltou a negar em suas redes sociais as acusações de que teria estuprado a americana Kathryn Mayora em um hotel de Las Vegas, no Estados Unidos, em 2009.

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“Nego terminantemente as acusações de que sou alvo. Considero a violação um crime abjeto, contrário a tudo aquilo que sou e em que acredito. Não vou alimentar o espectáculo midiático montado por quem quer se promover à minha custa”, disse o português em mensagem publicada em sua conta no Twitter.

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Em entrevista publicada na última sexta (28) pela revista alemã Der Spiegel, a americana Kathryn Mayorga, 34, acusa o jogador da Juventus de a ter estuprado em junho de 2009, depois que os dois se conheceram em uma casa noturna.

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No início do ano seguinte, foi assinado um acordo no qual Cristiano Ronaldo se comprometeu a pagar US$ 375 mil (R$ 1,5 milhão em valores atuais) à suposta vítima, que, por sua vez, nunca mais falaria sobre o ocorrido.

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No entanto, após trocar de advogado e ver a repercussão do movimento #metoo, no qual mulheres contam histórias de abusos sofridos, ela decidiu falar sobre o caso.

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Depois de Mayorga ter divulgado novas informações sobre o caso, a polícia de Las Vegas decidiu na última segunda (1º) reabrir a investigação contra Cristiano Ronaldo por estupro.

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“Aguardarei com tranquilidade o resultado de quaisquer investigações e processos, pois nada me pesa na consciência”, afirmou o jogador, também em mensagem no Twitter.

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A equipe de advogados de Cristiano Ronaldo definiu a publicação do texto sobre as acusações ao jogador como “gritantemente ilegal”.

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Em comunicado, Christian Schertz, advogado do português, ameaçou a Der Spiegel e qualquer organização noticiosa que reproduza suas reportagens, mencionando a privacidade do jogador.

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“A reportagem da Der Spiegel é gritantemente ilegal. Viola os direitos pessoais de nosso cliente Cristiano Ronaldo de maneira excepcionalmente séria. É uma reportagem inadmissível de suspeitas na área de privacidade. Seria portanto ilegal reproduzir essa reportagem. Fomos instruídos a afirmar imediatamente todas as reivindicações sob a lei de imprensa, contra a Spiegel, especialmente reivindicações por danos morais em quantia correspondente à gravidade da violação, que é provavelmente uma das violações de direitos pessoais mais graves dos últimos anos.”

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Em transmissão ao vivo no Instagram, o jogador já havia classificado as acusações como “fake news”.