Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande, será ampliado

O Hospital Municipal ganhará sessenta novos leitos Por Diário do Litoral De Santos

A partir de primeiro de janeiro, o Complexo de Saúde Irmã Dulce, em Praia Grande, passará a ser gerido pela Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM). O anúncio foi feito em coletiva de imprensa na manhã de ontem (17). O prefeito Alberto Mourão ­informou ainda a ampliação do Hospital Municipal, que ganhará 60 novos leitos.

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Além do Hospital Municipal, o Complexo compreende a Porta de Entrada de Urgência e Emergência do Hospital (PS Central), a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Samambaia e a Unidade de Alta Complexidade em Cuidados ao Portador de Doença Renal Crônica e Terapia Renal Substitutiva de Praia Grande (Nefro-PG). Atualmente, o Complexo é gerido pela Fundação do ABC.

“A cada cinco anos temos que fazer um chamamento público para ter um novo gestor. Estamos cumprindo o que determina a lei e, dentro disso, estabelecemos um novo critério de contrato na busca de melhores indicadores,”, declara o prefeito Alberto Mourão.

O investimento da Prefeitura será de cerca de R$ 20 milhões. Com a ampliação, o Hospital passará de 210 para 270 leitos, beneficiando a maternidade e os leitos para internação. De acordo com a Administração Municipal, as obras terão início no primeiro semestre de 2019.

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A ala da maternidade ganhará 23 leitos, passando de 45 para 68. Uma das novidades serão os Leitos Cangurus. Atualmente, o Hospital não conta com leitos do tipo e, após a ampliação, serão quatro. A novidade atende as normativas da Rede Cegonha, com o objetivo de viabilizar e incentivar o parto humanizado.

Já os leitos de internação, vão passar de 165 para 202. Desta forma, a Secretaria de Saúde Pública (Sesap) do Município prevê um aumento do acesso aos procedimentos eletivos. A ampliação proporcionará cerca de 4 mil novas internações por ano.

“Nós representamos a maior parte dos leitos de internação regional pública e mais graves, a maior parte dos leitos de UTI”, comenta Mourão. O Hospital funciona como referência para a Região em trauma e neurocirurgia no atendimento de pacientes de média e alta complexidade, sendo responsável por 59,83% dos atendimentos da região em leitos disponibilizados pelo Governo.

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Para gerir o hospital, a SPDM vai receber da Prefeitura R$ 11.330.340,00 mensais.

Transição

O secretário de saúde de Praia Grande, Cleber Nogueira, esclareceu que a transição começou no início do edital. “O prefeito se incumbiu de criar uma equipe de transição, que atua diretamente no hospital para evitar qualquer interrupção de serviços”.

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Nogueira prometeu cobrar resultados, visando mais transparência e qualidade. “Nós, enquanto Município, nos aperfeiçoamos no monitoramento, então vamos verificar mais de perto e cobraremos os resultados, para podermos atingir os objetivos”.

O superintendente da SPDM, Mário Silva Monteiro também comentou sobre a transição. “Nós vamos implantar o nosso modelo. Nosso compromisso é fazer uma transição tranquila, absorvendo todos os funcionários da parte operacional e sem transtornos”. Monteiro prometeu ainda melhorar a qualidade dos serviços prestados, humanizando o atendimento.

Outras mudanças

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O Complexo passará a contar com uma base descentralizada do SAMU, com capacidade para oito ambulâncias, dois quartos de repouso, um almoxarifado, uma sala de estar e banheiros masculino e feminino.

Um laboratório central ficará localizado em área com cerca de 200m². O refeitório dos funcionários passará de 83m² para 168m². Por fim, a área de espera de cirurgias eletivas, que agora tem 27,6m², após a ampliação contará com 59,7m².

*Por Caroline Souza, do Diário do Litoral