Greve por tempo indeterminado fecha agências da Caixa a partir desta quinta após funcionários rejeitarem novas cobranças do plano de saúde

Paralisação começa nesta quinta-feira (10/9) e ocorre enquanto banco e trabalhadores retomam negociação sobre o ACT

Fotografia diurna em ângulo inferior (de baixo para cima) mostrando a fachada de um prédio moderno da Caixa Econômica Federal. A estrutura possui painel frontal azul com o logotipo "CAIXA" impresso em branco, um grande símbolo do banco estilizado em "X" nas cores laranja e branca, estrutura com brises metálicos e janelas de vidro no térreo sob céu limpo.

Empregados da Caixa Econômica Federal entram em greve por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10/9) - Divulgação/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Os empregados da Caixa Econômica Federal entram em greve por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10/9), após rejeitarem a proposta apresentada pelo banco para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

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As negociações entre a Caixa e os representantes dos trabalhadores foram retomadas na quarta-feira (9/9), mas terminaram sem acordo. Uma nova rodada está prevista para a manhã desta quinta.

Mesmo com a continuidade das negociações, a paralisação está mantida até que uma eventual nova proposta seja apresentada aos trabalhadores e submetida à votação em assembleias.

Saúde Caixa é principal ponto de divergência

O principal impasse nas negociações envolve o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados da instituição.

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Atualmente, os trabalhadores pagam uma contribuição equivalente a 3,5% do salário-base, além de uma cobrança mensal de R$ 480 por dependente.

Para dependentes entre 24 e 27 anos, o valor atualmente é de R$ 800 por mês.

A proposta apresentada pela Caixa prevê aumentar a contribuição sobre o salário-base para 5,5%. A cobrança por dependente passaria para R$ 870 e, na faixa de maior cobrança, para R$ 1.050.

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Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, cerca de 90% dos votos nas assembleias rejeitaram a proposta. A entidade afirma que as mudanças no Saúde Caixa foram o principal motivo para a rejeição.

Além do plano de saúde, os empregados apresentaram outras reivindicações para a renovação do ACT, que reúne cláusulas específicas dos trabalhadores da Caixa.

Negociação continua durante a greve

A Caixa reabriu as negociações na quarta-feira (9/9), depois de receber o resultado das assembleias realizadas pelos empregados.

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Na primeira rodada, o banco não apresentou uma nova proposta, mas informou que pretende avançar nas conversas com as entidades que representam os trabalhadores.

Em posicionamento citado no material da negociação, a Caixa afirma que mantém o diálogo aberto e busca um acordo que considere os interesses dos empregados, a sustentabilidade da instituição e a continuidade dos serviços.

A negociação específica da Caixa ocorre separadamente das regras gerais da categoria bancária.

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O banco discute com os representantes dos trabalhadores tanto questões relacionadas à Convenção Coletiva de Trabalho quanto cláusulas próprias da instituição.

O que muda para os clientes da Caixa?

A greve pode afetar o atendimento presencial nas agências da Caixa durante a paralisação.

Os serviços digitais, porém, continuam disponíveis. A orientação do banco é que os clientes utilizem alternativas como o aplicativo, o internet banking, os correspondentes bancários e os canais de atendimento telefônico.

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Quem precisa pagar contas, boletos, tributos ou outros compromissos deve utilizar os canais disponíveis para evitar atrasos durante o período de paralisação.

A extensão dos impactos no atendimento presencial pode variar conforme a adesão dos empregados à greve em cada localidade.

Outros bancos também negociaram acordos

A paralisação na Caixa ocorre depois de a categoria bancária avançar nas negociações gerais.

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A nova Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários foi assinada na quarta-feira (9/9) e prevê reposição da inflação medida pelo INPC mais 0,6% de aumento real em 2026 e 2027.

Na Caixa, entretanto, ainda falta concluir o acordo específico dos empregados.

O impasse em torno do Saúde Caixa impediu a aprovação da proposta apresentada pelo banco e levou os trabalhadores a manterem a paralisação por tempo indeterminado.

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Uma nova rodada de negociação está prevista para a manhã desta quinta-feira (10/9). A continuidade da greve dependerá das negociações e de eventual proposta que seja posteriormente submetida à decisão dos trabalhadores.