O debate ao Senado realizado em São Paulo na quarta-feira (9/9) reuniu sete candidatos em um confronto transmitido pela televisão. O encontro tratou de temas nacionais e estaduais, com perguntas sobre instituições, segurança, trabalho, economia e questões sociais.
STF entra no centro do debate ao Senado
A atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) gerou posições diferentes entre os candidatos. Geraldo Rufino defendeu uma atuação mais firme do Senado diante de decisões da Corte.
André do Prado afirmou que os Poderes precisam manter autonomia. Ele também defendeu a possibilidade de impeachment de ministros em casos previstos pela legislação.
Simone Tebet afirmou que eventuais abusos devem ser combatidos sem considerar quem ocupa o cargo. Soninha Francine, por sua vez, citou mudanças nas regras do STF, como mandato para ministros e critérios para ingresso na Corte.
Candidatos discutem segurança e facções
A segurança pública também ocupou espaço importante no debate ao Senado. Ricardo Salles defendeu mudanças no sistema prisional e maior rigor no cumprimento das penas.
Guilherme Derrite relacionou o avanço do crime organizado às políticas de segurança pública. Simone Tebet criticou alterações feitas no projeto sobre combate às organizações criminosas.
André do Prado defendeu mudanças na progressão de penas. Para o candidato, condenações mais longas deveriam resultar em maior tempo efetivo de prisão.
Escala 6×1 divide opiniões
A jornada de trabalho 6×1 provocou outra divergência. Ricardo Salles afirmou ser contrário à proposta de mudança aprovada pela Câmara dos Deputados.
Marina Silva defendeu o fim da escala. Ela associou a mudança à qualidade de vida dos trabalhadores e ao descanso físico e emocional.
Simone Tebet também apoiou a redução da jornada. A candidata afirmou que a mudança deve considerar trabalhadores submetidos a diferentes jornadas.
A Câmara aprovou em maio uma PEC que prevê jornada de 40 horas semanais, distribuída em cinco dias, com dois dias de descanso. O texto foi enviado ao Senado Federal.
Mulheres e população em situação de rua
As políticas para mulheres também apareceram entre os assuntos do encontro. Geraldo Rufino relacionou independência financeira e enfrentamento da violência doméstica.
Marina Silva criticou ataques direcionados às candidatas durante a disputa. Simone Tebet defendeu maior presença feminina nos espaços de poder.
Soninha Francine abordou ainda a população em situação de rua. Ela citou a necessidade de ampliar serviços de saúde voltados a pessoas que enfrentam problemas relacionados ao uso abusivo de álcool.
Maioridade penal também foi discutida
A redução da maioridade penal provocou novo confronto de posições. Guilherme Derrite defendeu mudanças na legislação para adolescentes envolvidos em crimes.
Marina Silva apresentou posição contrária à redução. Ela afirmou que adolescentes não devem ser tratados da mesma forma que adultos envolvidos em crimes.
Geraldo Rufino defendeu ações voltadas à prevenção. Segundo ele, políticas de oportunidade para jovens também fazem parte da discussão sobre segurança.
Clima e economia entram nas discussões
Marina Silva citou os riscos de eventos climáticos extremos no país. Ela afirmou que São Paulo possui municípios sujeitos a esse tipo de ocorrência.
Soninha Francine defendeu investimentos em prevenção e adaptação. Para ela, planos precisam indicar recursos, responsáveis e etapas de execução.
O debate também passou por reforma tributária, pacto federativo e mercado de trabalho. Os candidatos apresentaram propostas diferentes sobre impostos, relações trabalhistas e novas formas de contratação.
O debate ao Senado mostrou, assim, posições distintas sobre temas que podem chegar ao Congresso Nacional. Em 2026, São Paulo escolherá dois senadores, conforme as regras divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O encontro reuniu candidatos com propostas diferentes para temas que envolvem segurança, trabalho, instituições e políticas públicas. As declarações ajudam a apresentar ao eleitor as posições defendidas durante a campanha.
