Em recessão, Argentina tem alta no risco-país e governo paralisa projetos

Reunidos em caráter de emergência na manhã desta quarta (19), Mauricio Macri e a equipe econômica decidiram congelar os projetos de Parceria público privada (PPP) previstos para 2019 Por Folhapress

O índice de risco-país da Argentina saltou de 600, no mês passado, para 767, depois de a economia ter sido declarada em recessão após somar três trimestres seguidos no vermelho, de acordo com o Indec (Instituto Nacional de Estatísticas).

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Reunidos em caráter de emergência na manhã desta quarta-feira (19), na Casa Rosada, o presidente Mauricio Macri e a equipe econômica decidiram congelar os projetos de Parceria público privada (PPP) previstos para 2019.

Em entrevista a jornalistas, o ministro da Economia, Nicolás Dujovne, afirmou que: “os que estão em andamento, seguem, os novos morrem”.

Segundo Dujovne, a recessão e o aumento da taxa de risco-país não são os únicos motivos, o ministro ttambém citou a dificuldade de ter acesso a crédito externo.

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A economia argentina vem em turbulência, ou “sendo vítima de tormentas”, como prefere definir Macri, desde abril, quando o peso começou a sofrer grande desvalorização – perdeu 55% do seu valor ante o dólar desde o início do ano -, o que levou o país a pedir um empréstimo atualmente fechado em US$ 57 bilhões ao FMI (Fundo Monetário Internacional).

O risco-país, que estava em 374 no começo do ano, subiu para 783 em setembro e baixou, devido ao apoio internacional e o anúncio de ajustes incluídos no Orçamento para 2019, aprovado pelo Congresso. A nova alta, porém, associada à previsão de que a inflação encerrará o ano em 47%, alarmou o governo de Macri, que buscará a reeleição no ano que vem.

A paralisação dos projetos de PPP afet a principalmente as províncias, nas quais estavam previstas obras de infraestrutura que teriam início nos próximos meses.

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Dujovne afirmou que cada caso será avaliado e, os que se considerarem de emergência, poderão seguir pela via do financiamento apenas estatal, se houver verba. Esta seleção ficará a cargo, inicialmente, do chefe de gabinete, Marcos Peña.

A notícia pode ter consequências eleitorais negativas para Macri, afinal sua eleição em 2015 dependeu muito do apoio dos governadores peronistas moderados, que prevalecem no interior do país e que, para 2019, já planejavam descolar-se do governo para ter uma candidatura própria. Uma degradação econômica que afete principalmente suas províncias pode selar esse divórcio.

Segundo o FMI, a economia argentina terá queda de 2,6% de seu PIB neste ano.