Relator da Previdência diz que Câmara está dividida sobre estados e municípios na reforma

Desde o começo da semana, Samuel Moreira e integrantes do governo têm se reunido com líderes partidários para avaliar a viabilidade de manter o efeito da reforma para estados e municípios Por Folhapress

O relator da reforma da Previdência, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), disse nesta quarta-feira (5) que há uma divisão na Câmara sobre a proposta de criar regras mais rígidas para servidores estaduais e municipais.

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Desde o começo da semana, Moreira e integrantes do governo têm se reunido com líderes partidários para avaliar a viabilidade de manter o efeito da reforma para estados e municípios ou encontrar uma alternativa para ajudar governadores e prefeitos.

Parte da Câmara, contudo, não quer ter o desgaste político em aprovar medidas impopulares que podem beneficiar o controle das contas públicas de estados e municípios, enquanto governadores e prefeitos fazem campanha contra a reforma.

“Hoje, a Câmara está bem dividida sobre esse assunto. Vamos continuar conversando. Ainda temos tempo”, declarou Moreira, após encontro com parlamentares da oposição.

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Líderes de partidos independentes ao governo também defendem a retirada dos trechos que preveem mudanças nas regras de servidores estaduais e municipais.

No entanto, alguns já admitem que poderá haver uma maioria em relação a uma ideia do relator.

Ele estuda excluir o efeito imediato para estados e municípios, mas com a previsão de que governadores e prefeitos possam aprovar regras mais rígidas de aposentadorias para servidores apenas por meio de projeto de lei ordinário, que exige maioria simples nos órgãos legislativos.

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Segundo pessoas que participam das negociações, ainda há dificuldade em dialogar com o PL e com o PP, partidos que integram o centrão – grupo de legendas independentes ao governo e que, juntas, representam maioria da Câmara.

Moreira manteve a previsão de apresentar o relatório até o começo da próxima semana. Há chance de a divulgação ser já na segunda-feira (10).

Ele quer apresentar uma reforma que representa uma economia de R$ 1 trilhão em dez anos.

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A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do presidente Jair Bolsonaro faria um corte de R$ 1,2 trilhão nas despesas públicas em uma década.