Qualidade do ar piora durante onda de calor em São Paulo e moradores devem ficar atentos aos efeitos do tempo seco nos próximos dias

Baixa umidade favorece o aumento de poluentes e pode afetar a saúde. Saiba quais cuidados tomar e como acompanhar os índices no estado

O monitoramento estadual também registra níveis de ozônio e partículas inaláveis em diferentes pontos do território paulista.

O monitoramento estadual também registra níveis de ozônio e partículas inaláveis em diferentes pontos do território paulista. Foto: Divulgação/Defesa Civil de São Paulo

Uma onda de calor atinge São Paulo entre sexta-feira (28/8) e segunda-feira (31/8), com temperaturas elevadas e baixa umidade em várias regiões. A combinação favorece a propagação do fogo e exige atenção redobrada em áreas urbanas, rurais e próximas às rodovias.

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Por que a onda de calor aumenta o risco de incêndios?

A massa de ar quente reduz a umidade disponível no ambiente. Com isso, folhas, capim e outros materiais vegetais ficam mais secos e inflamáveis.

O vento também pode acelerar a propagação das chamas. Faíscas e brasas podem alcançar pontos distantes do foco inicial.

O cenário é mais crítico no norte e no noroeste paulista. Nessas regiões, os termômetros podem se aproximar dos 40°C. A umidade relativa do ar pode ficar abaixo de 12% nos horários mais quentes.

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública também alerta que altas temperaturas, baixa umidade, vento e vegetação seca favorecem incêndios durante a estiagem.

Como evitar incêndios durante a onda de calor

A principal medida é evitar qualquer atividade que possa gerar fogo. Isso vale para áreas residenciais, terrenos, propriedades rurais e locais próximos às estradas.

A população não deve queimar lixo, folhas, restos de poda ou outros resíduos. O uso inadequado do fogo pode provocar incêndios fora de controle, principalmente durante períodos secos.

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Também é importante não jogar cigarros, fósforos ou outros materiais quentes em áreas com vegetação. O cuidado deve ser maior durante deslocamentos pelas rodovias.

Atenção com terrenos e propriedades rurais

Moradores e produtores devem retirar o excesso de vegetação seca de áreas vulneráveis. A manutenção reduz a quantidade de material que pode alimentar as chamas.

Os aceiros também ajudam a impedir ou retardar o avanço do fogo. O guia da Secretaria de Agricultura de São Paulo recomenda pelo menos 3 metros entre talhões, 5 metros de cada lado de cercas e divisas e 6 metros no entorno de vegetação nativa.

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A manutenção precisa continuar durante a estiagem. O crescimento da vegetação pode reduzir a eficiência dessas faixas de proteção.

O que fazer ao encontrar fumaça ou fogo?

Quem identificar fumaça suspeita ou um princípio de incêndio não deve tentar combater as chamas sozinho. A ação exige treinamento e equipamentos adequados.

O Corpo de Bombeiros deve ser acionado pelo telefone 193. A Defesa Civil atende pelo 199.

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A orientação também é se afastar da fumaça e evitar permanecer na direção do vento. O Ministério da Justiça reforça que o acionamento rápido das equipes ajuda a reduzir os impactos do incêndio.

Como acompanhar os alertas

A população pode receber alertas da Defesa Civil por SMS. Para fazer o cadastro, basta enviar o CEP para o número 40199.

Também é possível consultar informações meteorológicas e focos de incêndio em plataformas oficiais. O CIIAGRO reúne dados sobre condições agrometeorológicas, enquanto o Painel do Fogo permite acompanhar ocorrências identificadas por satélite.

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Durante a onda de calor, acompanhar os alertas e evitar qualquer fonte de ignição são medidas importantes para reduzir novos focos. Em propriedades rurais, a manutenção dos aceiros e das áreas próximas às construções também deve permanecer em dia.