CAS exclui o Milan da Liga Europa por violações ao Fair Play Financeiro da Uefa

Em junho de 2018, a Uefa acusou o Milan de quebrar o Fair Play Financeiro da entidade. Um mês depois, a CAS determinou que o clube italiano havia superado o limite de gastos Por Estadão Conteúdo

Classificado dentro de campo por ter sido o quinto colocado do Campeonato Italiano, o Milan foi excluído da próxima edição da Liga Europa por conta de erros cometidos fora dele. Nesta sexta-feira (28), a Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) anunciou a decisão de tirar o clube italiano da competição continental por conta de violações ao Fair Play Financeiro da Uefa.

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“O Milan está excluído da participação nas competições do clube da Uefa da temporada esportiva de 2019/2020 como consequência do descumprimento de suas obrigações quanto ao fair play financeiro durante as temporadas de 2015/2016, 2016/2017 e 2017/2018”, disse o comunicado oficial emitido pela entidade nesta sexta-feira.

Em junho de 2018, a Uefa acusou o Milan de quebrar o Fair Play Financeiro da entidade. Um mês depois, a CAS determinou que o clube italiano havia superado o limite de gastos por 121 milhões de euros (cerca de R$ 526 milhões na cotação atual).

Poucos meses depois, em novembro, a entidade máxima do futebol europeu anunciou que o Milan não poderia participar de torneios continentais na temporada 2019/2020. A equipe italiana recorreu à CAS até que na última segunda-feira as duas partes chegaram a um acordo sobre a punição, revelada nesta sexta.

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Desta forma, a vaga direta para a fase de grupos da Liga Europa, que era do Milan, ficará nas mãos da Roma. O Torino também se beneficia da situação. A equipe de Turim, sétima colocada no Campeonato Italiano, ganha a chance de disputar as fases preliminares do torneio continental, que são classificatórias ao estágio de grupos.

Por meio de um comunicado divulgado em seu site oficial, o Milan confirmou que “ratifica” a decisão tomada pela CAS. O clube, que passou a contar com um novo acionista majoritário a partir de julho do ano passado, quando começou a ser administrado pelo fundo norte-americano Elliott Management, destacou que esta punição foi provocada pela conduta dos antigos proprietários chineses do clube. Estes acabaram perdendo o prazo para o pagamento de um empréstimo de mais de 300 milhões de euros (cerca de R$ 1,3 bilhão, pela cotação atual) durante o período em que eram os gestores do time.

“Apesar da profunda amargura porque os nossos torcedores não conseguirão acompanhar o seu time na próxima Liga Europa, o clube reconhece e respeita o Fair Play Financeiro. O Milan reconhece que não há outra maneira senão aceitar as sanções, a fim de empreender um caminho de retorno ao pleno cumprimento das regras”, ressaltou o comunicado desta sexta-feira, que depois também destacou “o compromisso máximo de trazer o Milan de volta aonde ele merece estar, no topo do futebol europeu”.

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A atual administração enfatizou que o seu “atual acionista majoritário assumiu o controle do clube em julho de 2018, herdando perdas substanciais e acumuladas, após o proprietário anterior do Milan ter inadimplido em suas dívidas”. “Estas perdas e as consequentes violações dos parâmetros do Fair Play Financeiro, atribuíveis à gestão anterior, geraram as sanções da Uefa”, reconheceu.

Por fim, o Milan encerrou o seu comunicado da seguinte forma: “A sanção de hoje representará mais um incentivo para maximizar os esforços para reingressar nos parâmetros do Fair Play Financeiro e, ao mesmo tempo, consolidar a competitividade do clube, trazendo o Milan de volta a um cenário de sustentabilidade e um futuro cada vez mais positivo”.