Petrópolis está entre os locais mais importantes para se entender a história política e cultural do Brasil. A cidade localizada no Parque Nacional Serra dos Órgãos, no interior fluminense, foi rota de tropeiros a caminho de Minas Gerais, casa de veraneio de imperadores e presidentes e terra de imigrantes de todo o mundo, que transformaram a cidade em um local pulsante e cosmopolita.
Segundo a prefeitura, durante a longa temporada de verão, que durava cerca de seis meses, dom Pedro II transferia para a cidade a sede de seu governo (um desejo que já vinha de dom Pedro I), o que atraía a nobreza, diplomatas, intelectuais e empresários, que ali também construíram seus palacetes. Não à toa a cidade se chama Petrópolis: a cidade de Pedro.
Hoje, ao passear pelo centro histórico, pode-se apreciar o rico conjunto arquitetônico preservado em estilo eclético do século 19, que emoldura as avenidas arborizadas e floridas, entrecortadas pelos rios. Os presidentes da República também escolheram Petrópolis para desfrutar da tranquilidade e clima ameno em seus verões, transformando o Palácio Rio Negro em residência oficial.
As placas do Circuito a Pé contam histórias dos atrativos turísticos, praças, avenidas e de personagens que construíram e moraram nos casarões, o que possibilita ao turista conhecer a história nos períodos do império e República.
Os imigrantes italianos, franceses, ingleses, sírios e libaneses, entre outros, em busca de realizar seus sonhos de vida, juntaram-se aos portugueses e alemães na construção de uma cidade rica em cultura, história e gastronomia. Sem contar que Petrópolis está a apenas 67 quilômetros da Cidade Maravilhosa.
Preservação
Em 1981, o Governo Federal atribuiu à Petrópolis o título de Cidade Imperial, o que impediu demolições e construções que descaracterizariam o centro histórico.
Segundo o professor Antonio Eugênio Taulois, do Instituto Histórico de Petrópolis, a partir de 1960 a cidade não conseguiu grandes investimentos de que necessitava para se modernizar e poder enfrentar a crescente concorrência comercial e industrial. O petropolitano então se voltou cada vez mais para a sua tradição, para a urbanização e arquitetura e para a beleza e preservação da sua natureza.
Desde então, segundo o professor, estão sendo feitos grandes esforços pela iniciativa privada e pelo poder público para que esses valores histórico-culturais possam se transformar em riqueza para a cidade.
“Há ações diretas, como investimentos na educação, na divulgação e, principalmente, na transformação da consciência dos que vivem em Petrópolis para que se sensibilizem com esses valores e recebam com toda atenção aqueles que vierem nos visitar”, explica.
NÃO DEIXE DE CONHECER
Casa de Santos Dumont: Santos Dumont decidiu construir um pequeno chalé em Petrópolis em 1918, hoje o Museu Casa de Santos Dumont. A escada de acesso tem apenas um pedaço de madeira do lado direito. Supersticioso, Santos Dumont queria entrar no local sempre com o pé direito.
(Foto: Divulgação/PMP)
Museu Imperial: O Museu Imperial funciona no antigo Palácio Imperial de Petrópolis, residência de verão de dom Pedro II. O acervo conta com peças como a coroa do imperador e reconstrói o cotidiano da família real na cidade, além de apresentar aspectos políticos, culturais e econômicos da história do País a partir do século 19.
(Foto: Dabldy)
Parque Nacional: O Parque Nacional Serra dos Órgãos é um dos lugares mais fascinantes para entrar em contato com a Mata Atlântica no Rio. É possível ver cachoeiras, praticar canoagem e apreciar os contornos da Baía de Guanabara.
(Foto: Rubens Chaves/Folhapress)