Um policial militar de folga foi morto com um tiro na cabeça durante um assalto na noite de sexta-feira (28/8), na Marginal Tietê, próximo à saída da rodovia Ayrton Senna, na zona norte de São Paulo.
A vítima foi identificada como Paulo Roberto Lima Pereira, de 44 anos. Segundo o boletim de ocorrência, ele dirigia um Volkswagen Jetta preto quando parou na via para verificar um problema no pneu.
Enquanto estava fora do veículo, o policial foi abordado por três homens. Um agente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que passava pelo trecho, relatou à polícia ter visto os suspeitos saírem da margem do rio e se aproximarem da vítima.
Ainda de acordo com o relato, os três homens entraram em luta corporal com o policial. Pouco depois, o agente ouviu disparos e viu o grupo fugir em direção à margem do rio.
Caso é investigado
A investigação aponta que Paulo Roberto teria sido surpreendido por trás e imobilizado pelo pescoço com um golpe conhecido como ”mata-leão”. Os outros dois suspeitos teriam participado das agressões, dando início à luta corporal.
Durante a ação, os criminosos teriam identificado que a vítima era policial e tomado uma arma particular que estava com ele. A pistola, de calibre .45, teria sido usada para efetuar o disparo que atingiu o policial na cabeça.
Após o crime, os suspeitos fugiram levando a arma particular da vítima. O carro, os demais pertences pessoais e a arma pertencente à Polícia Militar permaneceram no local.
Paulo Roberto foi socorrido e encaminhado ao Pronto-Socorro do Hospital Municipal do Tatuapé. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.
Polícia apura possível ação contra motoristas
A Polícia Civil também investiga se o assalto faz parte de um tipo de abordagem já registrado na região.
Uma das hipóteses é que criminosos coloquem pedras na pista para provocar danos nos veículos e fazer com que os motoristas parem.
Segundo a investigação, após a parada, outros integrantes do grupo, que poderiam estar escondidos nas proximidades, inclusive em uma área de vegetação atrás da mureta, aproveitariam o momento para abordar as vítimas.
A possibilidade ainda é investigada e não há confirmação de que esse método tenha sido utilizado no caso do policial.
Os suspeitos fugiram em direção à margem do rio e não haviam sido localizados até a última atualização desta reportagem.
O caso foi registrado como latrocínio, que é o roubo seguido de morte, no 73º Distrito Policial (Jaçanã).
