Homem é morto após sequestrar ônibus na ponte Rio-Niterói

O criminoso manteve os 36 passageiros e o motorista do veículo como reféns por quase quatro horas Por Folhapress

O homem armado que sequestrou um ônibus com 37 pessoas na ponte Rio-Niterói, na manhã desta terça-feira (20), foi morto com tiros disparados por um atirador de elite da Polícia Militar.

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O porta-voz da PM, coronel Mauro Fliess, confirmou o óbito e disse que a arma usada pelo sequestrador era de brinquedo. Ele foi atingido no momento em que saiu do veículo apontando uma arma para um refém. Ao ser baleado, caiu do ônibus e morreu.

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O criminoso, identificado como William Augusto do Nascimento, manteve os 36 passageiros e o motorista do veículo como reféns por quase quatro horas. O sequestro começou por volta das 5h30.

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O atirador da PM, que estava em cima de um caminhão, fez um sinal de positivo após acertar o criminoso, e os policiais comemoraram e rezaram um Pai-Nosso. Nenhum dos reféns foi baleado.

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Em entrevista à imprensa, o governador Wilson Witzel (PSC) disse no local da ocorrência que determinou a promoção dos policiais envolvidos na ação. “Eu fiquei o tempo todo monitorando, e a Polícia Militar usando seus atiradores escolheu a melhor oportunidade”, afirmou.

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“O ideal era que todos saíssem vivos da operação, mas preferimos salvar os reféns. Determinei que a Secretária de Vitimização cuide dos reféns e também da família do sequestrador”, completou o governador aos jornalistas.

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O presidente Jair Bolsonaro (PSL) também afirmou que “não tem que ter pena” do sequestrador. A declaração de Bolsonaro foi feita antes do término do episódio violento.

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Enquanto o sequestro estava em andamento, o presidente falou com jornalistas em frente ao Palácio do Alvorada. Ele lembrou do caso do ônibus 174, também no Rio, que acabou com o sequestrador e uma passageira mortos.

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“No ônibus 174 não usaram sniper e o que aconteceu? A passageira morreu”, disse. “Não tem que ter pena [do sequestrador]”, completou Bolsonaro.

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A polícia disse não saber as motivações que levaram o suspeito a sequestrar o ônibus.

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ENTENDA

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O sequestro começou por volta das 5h30 desta terça. Armado, o homem ordenou que o motorista da Viação Galo Branco estacionasse o veículo atravessado na ponte.

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O ônibus faz parte da linha 2520, que sai do Jardim Alcântara, em São Gonçalo, em direção ao Estácio, na região Central do Rio.

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O criminoso estava armado com uma pistola falsa, uma faca, um taser (eletrochoque) e também ameaçou atear fogo no veículo com um galão de gasolina durante as 3h30 em que manteve os passageiros como reféns. Ele chegou a jogar um coquetel molotov na direção dos policiais.

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Ao longo da negociação encabeçada por policiais rodoviários e do Batalhão de Choque, o suspeito libertou seis reféns: quatro homens e duas mulheres. Ao ser resgatada, uma das vítimas desmaiou no asfalto.

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Segundo a polícia, apesar do choque emocional, todos os passageiros libertados passam bem. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, ao menos 31 pessoas (incluindo o motorista) estavam no ônibus antes de o sequestrador ser morto.

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Mauro Fliess, porta-voz da PM, disse que há indícios de que a ação foi premeditada. “Ele porta instrumento para fazer coquetel molotov e imobilizar as vítimas. Estamos trabalhando para termos um final satisfatório”, afirmou.

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Um grande congestionamento se formou no acesso da via. No Twitter, a Ecoponte, concessionária da ponte Rio-Niterói, recomenda o uso de barcas para fazer a travessia no sentido Rio. Não há alternativa viária para fazer o trajeto.

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TRAGÉDIA DO ÔNIBUS 174

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Outro sequestro de ônibus no Rio gerou grande repercussão. Foi o assalto com reféns do ônibus 174, na tarde de 12 de junho de 2000.

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Um assaltante e uma refém acabaram baleados e mortos, em caso exibido ao vivo na televisão.

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Às 14h daquela segunda-feira, Sandro Barbosa do Nascimento tentou assaltar um ônibus da hoje extinta linha 174 no Jardim Botânico, na zona sul da cidade. Ele manteve os passageiros reféns por mais de cinco horas.

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Ele aceitou se render quando já era noite, após muitos sinais de nervosismo e violência. Sandro saiu do ônibus com uma arma apontada para Geísa Firmo Gonçalves.

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A ação de policiais militares do Bope (Batalhão de Operações Especiais) terminou com a refém baleada e morta. O assaltante chegou a ser colocado no camburão, onde foi asfixiado por PMs e também morreu.

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Em 2011, outro sequestro na avenida Presidente Vargas, centro do Rio, terminou com quatro pessoas ficaram feridas, dentre elas um policial. Dois suspeitos foram presos, três armas e uma granada foram apreendidas.

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Outros 11 passageiros foram libertados sem ferimentos graves. No total, foram 20 reféns e no momento da abordagem dos PMs, um dos criminosos dirigia o veículo.