Na tarde de ontem (17), o Setor de Homicídios de Mogi das Cruzes detalhou em uma coletiva a investigação inicial do roubo de uma moto que terminou com a morte de três pessoas, no último sábado (12), em Itaquaquecetuba. A polícia vai aguardar laudos, que podem demorar 90 dias, para avaliar ação de cada um dos dois guardas municipais, de Itapecerica da Serra, que reagiram ao assalto.
As vítimas fatais da troca de tiros foram Roberta Maria de Franca, namorada de um dos guardas, Rodinei Alves dos Reis e Bruno Nascimento de Souza, que tinham ido vender sorvete e água em Aparecida e pararam para abastecer.
Um terceiro rapaz também foi baleado e sobreviveu. Kauê Oliveira Francisco, de 21 anos, foi agredido e preso logo depois do assalto. Considerado inocente, ele foi solto na quarta-feira (16), após um vídeo mostrar a ação criminosa no sábado. Nas imagens Kauê tenta fugir do tiroteio. Os criminosos fugiram após o tiroteio.
Na esfera policial, o andamento do caso e a responsabilização ou não dos guardas Adriano Borges Rodrigues e Emanuel Formagio vão depender da conclusão dos laudos, que pode levar até 90 dias.
“Nós vamos aguardar a vinda dos laudos faltantes, dos autos periciais faltantes. Inclusive a gente vai analisar, se possível, realizar o confronto balístico para depois, com mais elementos probatórios, verificarmos a responsabilidade de cada um dos guardas”, disse o delegado Rubens José Ângelo, responsável pelo Setor de Homicídios de Mogi a reportagem do “O Diário TV”.
“Na verdade, a gente vê pelas imagens, que parece que o guarda Adriano que efetua os disparos. A gente vai aguardar todos os laudos periciais para verificar a conduta dele e também de Emanuel. A gente não sabe ainda. Precisa fazer exames de confronto balístico e também outros exames para a gente apurar o que aconteceu”, explicou o delegado.
Quando questionado sobre os possíveis crimes de um dos guardas, que chegou a espancar Kauê, depois de rendido, Rubens afirmou que ainda não é possível atribuir responsabilidades, mas adiantou que o guarda pode responder, entre outros crimes, por lesão corporal e abuso.
A Prefeitura de Itapecerica da Serra, também na Grande SP, informou que “lamenta o triste episódio” e que os agentes foram afastados do trabalho. Segundo a administração municipal, foi instaurado um procedimento administrativo para apurar os fatos.